PF prende em São Paulo condenado por tráfico de armas que ameaçou filha do ministro Félix Fischer

PF prende em São Paulo condenado por tráfico de armas que ameaçou filha do ministro Félix Fischer

Segunda fase da Operação Liberum Credenci, deflagrada na manhã deste sábado, 12, levou à localização do acusado, também já sentenciado por roubo, que intimidou familiar do magistrado do Superior Tribunal de Justiça por meio de mensagens anônimas via aplicativo

Jayanne Rodrigues

12 de fevereiro de 2022 | 21h23

A PF não divulgou o nome do investigado. Foto: André Dusek/ Estadão

A Polícia Federal prendeu na manhã deste sábado, 12, um homem suspeito pelo crime de ameaça praticado contra a filha do ministro do Superior Tribunal de Justiça Felix Fischer. As investigações tiveram início após a vítima ter recebido mensagens anônimas através de aplicativo de mensagens com conteúdo ameaçador e relativas à atuação do magistrado em um processo.

A PF não divulgou o nome do investigado. Segundo informações da PF, o material analisado apreendido na primeira fase da operação concluiu que o investigado se utilizava de documentos falsos para cometer outros crimes. A identificação do acusado foi investigada durante a deflagração da primeira fase da operação, em 6 de maio de 2021, em São Paulo. A prisão ocorreu durante a deflagração da segunda fase da operação Liberum Credenci, em São Paulo.

O acusado também havia sido condenado com nomes fictícios. Em um caso, o suspeito foi processado e condenado à pena de 6 anos e 6 meses de reclusão pelo crime de tráfico internacional de arma de fogo de uso restrito, com nome e demais documentos falsos. O mandado expedido no processo foi cumprido neste sábado, 12.

Em outro processo, foi expedido mandado de prisão preventiva contra o investigado pela prática do crime de roubo, que também foi cumprido hoje, 12. Mais uma vez, o homem foi processado com um nome falso. Além dos mandados de prisão em aberto, foi apurada a existência de outras ações penais e inquéritos policiais em curso contra o investigado – sempre com nomes e identidades falsas -, bem como outras práticas delitivas que ainda vão ser investigados. Na lista dos crimes supostamente praticados pelo suspeito constam: ameaça, roubo, tráfico internacional de arma de fogo de uso restrito, porte ilegal de arma de fogo, estelionato previdenciário, falsidade ideológica e uso de documento falso.

No momento da abordagem policial, o investigado tentou negar a acusação apresentando o uso de documentos falsos, o que motivou, segundo a polícia, a prisão em flagrante delito pela prática do crime de identidade falsificada. Conforme a PF, o homem será encaminhado ao sistema prisional e ficará à disposição da Justiça.

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