PF prende dois milicianos envolvidos no assassinato de agente federal no Rio

PF prende dois milicianos envolvidos no assassinato de agente federal no Rio

'Di Vaca' e 'Dejavan', que teriam participado do ataque a Ronaldo Heeren na semana passada, foram localizados na manhã desta quinta, 20, em Sepetiba, zona Oeste da cidade

Pedro Prata

20 de fevereiro de 2020 | 18h38

A Polícia Federal prendeu na manhã desta quinta, 20, dois milicianos suspeitos do assassinato do agente federal Ronaldo Heeren. ‘Di Vaca’ e ‘Dejavan’ foram presos em Sepetiba, na zona Oeste do Rio.

Ronaldo Heeren foi morto a tiros na Favela do Rola, em Santa Cruz, na semana passada. Ele e o agente Plínio Ricciard estavam em serviço a bordo de um carro descaracterizado da PF quando criminosos armados desceram de um outro veículo e atiraram.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Ronaldo foi atingido e morreu no local. O outro agente conseguiu fugir e se escondeu numa casa na favela. Ele relatou que, assim que chegou na comunidade, a Mitsubishi L200, viatura descaracterizada e não blindada da PF, foi interceptada por um Toyota Corolla prata.

Do carro desceram quatro homens armados. Os agentes atiraram e os bandidos revidaram. Ricciard conseguiu saltar da Mitsubishi, pulou alguns muros e se escondeu em uma casa, que estava vazia.

No sábado, 15, agentes da Polícia Rodoviária Federal prenderam o primeiro suspeito do assassinato do agente da PF – Leandro Pereira da Silva, o ‘Léo do Rodo’.

Segundo a investigação, ‘Léo do Rodo’ seria integrante da maior milícia do Rio, comandada por Wellington da Silva Braga, o ‘Ecko’, e teria participado do assassinato do colega Heeren.

A Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef) considera que ‘o empenho dos colegas, tanto da Polícia Federal quanto da Polícia Rodoviária Federal’ levou à prisão dos bandidos.

“A Fenapef exige uma investigação rigorosa dos fatos e uma resposta à altura, com prisão e condenação dos envolvidos”, destacou a Federação dos Policiais Federais , em nota.

Em 2016, um crime semelhante mobilizou a corporação. O policial Wilson Teixeira Queiroz Netto foi baleado no tórax ao tentar defender uma pessoa durante um assalto. Dois dos criminosos envolvidos foram mortos em outro confronto com a PF. O terceiro envolvido foi preso.

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