PF prende cinco em Cumbica por tráfico na Páscoa

PF prende cinco em Cumbica por tráfico na Páscoa

Em ações integradas com a Receita, policiais detiveram passageiros de voos internacionais; uma angolana levava quatro quilos de cocaína sob roupas íntimas e um nigeriano dois quilos da droga em lata de feijoada

Fausto Macedo, Julia Affonso e Mateus Coutinho

28 de março de 2016 | 11h02

Cocaína foi encontrada em latas de feijoada. Foto: PF

Cocaína foi encontrada em latas de feijoada. Foto: PF

Ações integradas da Polícia Federal e da Receita no Aeroporto Internacional de São Paulo em Guarulhos/Cumbica prenderam durante o feriado de Páscoa 5 passageiros de voo internacional. Entre os presos 3 são solicitantes de refúgio no Brasil. Na primeira investida, policiais federais abordaram para entrevista uma angolana de 32 anos no check-in de voo com destino a Luanda/Angola. Nas bagagens que ela carregava não havia nada de ilícito, mas ao passar por busca pessoal foram encontrados sob suas roupas íntimas quatro pacotes contendo cerca de quatro quilos de cocaína.

No porão de bagagens, com o auxílio de cães farejadores, fiscais da Receita Federal localizaram malas com cocaína pertencentes a três nigerianos que haviam sido beneficiados pela Lei do Refúgio e um romeno. Com dois nigerianos cujo destino era Cotonou/Benin, foram apreendidos cerca de 66 quilos de cocaína – peso bruto. A droga estava escondida dentro de peças para veículos, engrenagens e aparelho de som.

Outro nigeriano, cujo destino era a cidade de Lagos/Nigéria, levava quase 5 quilos de cocaína dentro de embalagens de xampu, sabonete líquido e enxaguante bucal. O passageiro romeno, cujo destino final era a cidade de Valência, na Espanha, tentou embarcar com quase 2 quilos de cocaína dentro de latas de feijoada.

Em 2016 já foram apreendidos mais de 500 quilos de drogas resultando em 56 prisões. Dos presos por tráfico 11 eram solicitantes de refúgio transportando mais de 100 quilos de drogas.

Os presos da Páscoa foram conduzidos aos presídios estaduais onde permanecerão à disposição da Justiça respondendo pelo crime de tráfico internacional de drogas.

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