PF prende chefe de esquema de fraudes contra a Previdência

Heitor Valter Paviani, na lista dos 25 mais procurados em São Paulo, é suspeito de comandar organização que desviou R$ 7 milhões dos cofres públicos

Redação

07 Abril 2015 | 12h25

Por Fausto Macedo e Julia Affonso

A Polícia Federal prendeu Heitor Valter Paviani, apontado como “o maior fraudador da Previdência”. Paviani foi localizado por agentes da Delegacia de Combate a Crimes Previdenciários (Deleprev) neste domingo, 5, na cidade de Santo André, Grande São Paulo. Ele tem contra si 29 mandados de prisão e está na lista dos 25 mais procurados da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo.

A PF atribui a Paviani o comando de uma organização criminosa especializada em aplicar fraudes em benefícios previdenciários desde 2002, provocando prejuízos acumulados aos cofres públicos na ordem de R$ 7 milhões. O grupo possuía escritório na região do ABC. O esquema, segundo a PF, se baseava na inserção de períodos de trabalho na Carteira Profissional a fim de qualificar o interessado como segurado junto ao INSS, visando à obtenção de aposentadoria por tempo de serviço.

Paviani, que a PF afirma ser o mentor da fraude, contava com o auxílio de seu próprio filho. Ele utilizava dados de empresas extintas – algumas com atividades encerradas há mais de 20 anos – para criar o registro falso na carteira do trabalhador.

As investigações constataram que o chefe da organização criminosa ludibriava geralmente pessoas de idade avançada e de pouca escolaridade, afirmando a elas ser viável a aposentadoria. Segundo a PF, a investigação foi deflagrada quando diversos benefícios previdenciários foram suspensos pelo INSS, sob o argumento de que os registros apresentados nas carteiras de trabalho não correspondiam à realidade.

Para comprovar a validade dos vínculos, alguns beneficiários foram chamados ao INSS com o objetivo de confirmarem os períodos de trabalho e empresas anotadas em suas carteiras de trabalho – dizendo-se surpresos, esses beneficiários declararam desconhecer o vínculo com as empresas.

A defesa de Heitor Valter Paviani não foi localizada pela reportagem.

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