PF prende ‘André da Baixada’, suspeito de matar Gegê do Mangue, líder do PCC

PF prende ‘André da Baixada’, suspeito de matar Gegê do Mangue, líder do PCC

Maior liderança da facção foi morto na reserva indígena de Aquiraz, a 30 km de Fortaleza; além de André Luís da Costa Lopes, dois outros acusados de envolvimento na execução foram presos em abril

Luiz Vassallo

31 de outubro de 2019 | 21h55

Gegê do Mangue. Foto: Secretaria de Administração Penitenciária de São Paulo

A Polícia Federal prendeu, nesta quinta, 31, em Praia Grande, no litoral de São Paulo, André Luis da Costa Lopes, conhecido como “André da Baixada”, acusado de ser um dos executores de Rogério Jeremias de Simone, o ‘Gegê do Mangue’, e Fabiano Alves de Souza, o ‘Paca’, líderes do Primeiro Comando da Capital (PCC).

O mandado de prisão foi expedido pela Justiça da Comarca de Aquiraz (Ceará). Gegê do Mangue e Paca foram assassinados em 15 de fevereiro do ano passado, em Aquiraz, Região Metropolitana de Fortaleza.

Segundo a PF, a ‘prisão foi resultado de trabalho conjunto da Superintendência do Ceará e da Polícia Federal no Aeroporto Viracopos, em Campinas’.

Em 16 de janeiro deste ano, a Polícia Federal prendeu Jefte Ferreira dos Santos, na Baixada Santista e, em 7 de abril, em Sergipe,  Carlenilto Pereira Maltas, ambos integrantes de facção criminosa e acusados de envolvimento nas mortes.

As mortes

Rogério Jeremias de Simone, o Gegê do Mangue, era a maior liderança do PCC nas ruas e foi morto na reserva indígena de Aquiraz, a 30 quilômetros de Fortaleza. Com ele, também foi encontrado morto Fabiano Alves de Souza, o Paca.

Na época do crime, 16 de fevereiro de 2018, testemunhas contaram à polícia que um helicóptero pousou na região e, logo depois, foram ouvidos vários tiros. Os dois tiveram os olhos furados, sinal de “olho gordo”, por supostamente estarem se beneficiando às custas da facção.

Os corpos só foram identificados horas depois, mas a mensagem se espalhou pelo sistema prisional paulista dando conta da morte de Gegê. As execuções desencadaram uma guerra interna no PCC. A cúpula da organização criminosa teria determinado que os envolvidos no ataque fossem executados.

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.