Fernando Collor alvo da PF na Operação Quinto Ato por propinas para liberação de licenças ambientais

Fernando Collor alvo da PF na Operação Quinto Ato por propinas para liberação de licenças ambientais

Endereço ligado ao senador em São Paulo é alvo de busca da operação 'O Quinto Ato' que investiga suposto esquema criminoso, mantido entre 2014 e 2015, que envolvia pagamento de propinas para intervenção junto ao Ibama, visando à liberação da licença ambiental de instalação do Porto Pontal Paraná

Redação

21 de outubro de 2020 | 09h01

Atualizado às 12h35*

Senador Fernando Collor. Foto: Ueslei Marcelino/Reuterscollor

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quarta, 21, a Operação ‘O Quinto Ato’ para investigar suposto esquema criminoso, mantido entre 2014 e 2015, que envolvia pagamento de propinas para intervenção junto ao Ibama, visando à liberação da licença ambiental de instalação do Porto Pontal Paraná. O senador Fernando Collor está entre os alvos da ofensiva.

De acordo com a PF, o nome da operação faz uma referência ao rastreamento feito pelos investigadores a partir do pagamento da ‘5ª parcela’ de um jato executivo adquirido pelo parlamentar.

Cerca de 50 agentes cumpre 12 mandados de busca e apreensão em endereços de Curitiba, Pontal do Paraná, Gaspar (SC) e São Paulo (SP). As ordens foram expedidas pelo Supremo Tribunal Federal, que determinou ainda o bloqueio de valores dos investigados. Segundo apurado pelo Estadão, um endereço ligado a Collor em São Paulo é alvo de busca da operação.

De acordo com a PF, a investigação é desdobramento da Operação Politéia – ofensiva aberta em 2015 que identificou bens de luxo pertencentes a um parlamentar federal que teriam sido pagos com propinas recebidas de empresários que tinham interesse em sua atuação política junto a órgãos federais. Também há indícios de pagamentos de vantagens indevidas em espécie, ressalta a corporação.

A Politéia foi a primeira fase da Lava Jato aberta nas investigações que correm perante o Supremo Tribunal Federal. Na ocasião foram cumpridos 53 mandados de busca e apreensão em Brasília e em seis Estados, sendo que na residência de Collor em Brasília, os agentes levaram três automóveis de luxo importados.

COM A PALAVRA, O SENADOR FERNANDO COLLOR

Em suas redes sociais, o parlamentar divulgou a seguinte manifestação:

“Fui surpreendido hoje com este ato inusitado. Fizeram busca e nada apreenderam, até porque não tinha o que ser apreendido. Vou tentar apurar a razão deste fato de que fui vítima. Nada tenho a temer. Minha consciência está tranquila”

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências: