PF põe Operação ‘Okê Arô’ contra desmatamento em área de 5 mil hectares na Amazônia

PF põe Operação ‘Okê Arô’ contra desmatamento em área de 5 mil hectares na Amazônia

Agentes cumprem três mandados de busca e apreensão em Rorainópolis, em Roraima; Justiça Federal determinou ainda o bloqueio e sequestro de R$ 80.257.000,00 em bens e valores

Redação

27 de janeiro de 2021 | 08h54

Imagens de um acampamento de desmatamento ilegal encontrado durante as diligências de investigação que culminação na operação Okê Arô. Foto: Polícia Federal

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quarta, 27, a operação Okê Arô para combater o desmatamento ilegal em uma área de quase 5.000 hectares de floresta amazônica – equivalente a três vezes o tamanho de Fernando de Noronha. Peritos calculam que houve a exploração de mais de 215.000 m³ de madeira, o suficiente para carregar mais de 7 mil caminhões, totalizando mais de R$ 80 milhões em toras extraídas ilegalmente.

Agentes cumprem três mandados de busca e apreensão em Rorainópolis, em Roraima. As ordens foram expedidas pela 1ª Vara da Justiça Federal no Estado, que determinou ainda o bloqueio e sequestro de R$ 80.257.000,00 em bens e valores.

De acordo com os investigadores, os dois principais suspeitos de comandarem o desmatamento são investigados pelos crimes de desmatamento ilegal, furto, falsidade ideológica e lavagem de bens e capitais, cujas penas podem ultrapassar 23 anos de prisão, além de multa.

O nome da operação faz referência a uma saudação ao orixá Oxóssi, protetor das florestas e natureza, indicou a Polícia Federal.

Segundo a PF, o inquérito foi instaurado em 2017, indica que um proprietário de madeireira teria sido responsável pelo desmatamento sob suspeita. Ao longo das investigações foram identificadas diversas fraudes na documentação que regularizaria a retirada das árvores, registrou a corporação.

Os investigadores realizaram 15 abordagens a carregamentos da madeireira investigada, das quais 14 resultaram verificação de fraudes na documentação. “A mais comum das fraudes consistia em adquirir permissão para transporte de madeiras ‘legais’, de baixo valor econômico, mas de fato transportar madeiras nobres e proibidas, como Massaranduba”, explicou a PF.

 

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