PF põe nova fase da #Underground nas ruas contra pedofilia

PF põe nova fase da #Underground nas ruas contra pedofilia

Agentes prenderam dez pessoas em São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Goiás, Pernambuco, Maranhão e Acre

Luiz Vassallo e Fausto Macedo

26 de abril de 2018 | 07h38

Foto: PF

A Polícia Federal prendeu 19 pessoas, nesta quinta-feira, 26, na segunda fase da Operação #UNDERGROUND 2, que mira distribuição de pornografia infantil. Segundo informações da corporação, quatro dos encarcerados são de São Paulo e os outros são de Minas Gerais, Rio de Janeiro, Goiás, Pernambuco, Maranhão e Acre. A ação também cumpre 11 alvos de busca e apreensão.

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A primeira fase foi deflagrada em abril de 2017, e chegou a prender 21 investigados, entre eles, estrangeiros, cujos dados foram encaminhados, por meio da Interpol, para os países onde moram. A ação revelou não somente o compartilhamento de materiais pornográficos infantis em grupos de aplicativos de celular, mas também indícios de que alguns dos investigados produziam o material compartilhado.

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Segundo a PF, ‘após a deflagração da primeira fase’, em abril de 2017, ‘foram realizadas novas investigações na DEEPWEB, que resultaram na identificação de um grupo de produtores de material de exploração sexual infantil’.

“Por meio de modernas técnicas de investigação digital no ambiente da DEEPWEB, desenvolvidas pela própria Polícia Federal, chegou-se a um grupo com ações em abrangência nacional, integrado por 13 pessoas, que se comunicavam em ambiente cibernético, onde ocorria o comércio das imagens ilícitas”, afirma a corporação, por meio de nota.

A PF dá conta de que ‘grande parte dos envolvidos efetivamente abusava sexualmente de crianças, registrando as imagens’.
“Numa segunda etapa, reuniam-se em salas virtuais dedicadas à pedofilia, onde trocavam, vendiam ou simplesmente disponibilizavam os arquivos ilícitos. Algumas das vítimas já foram identificadas, quando ficou demonstrado que o agressor é, no mais das vezes, pessoa do convívio da família da vítima, ou mesmo parte dela”, revela.

O crime de publicação de imagens de pornografia infantil prevê pena de 3 a 6 anos de reclusão. Já o estupro de vulneráveis prevê de 8 a 15 anos de prisão.

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