PF põe nas ruas braço da ‘Câmbio, Desligo’ contra comércio ilegal de pedras preciosas

PF põe nas ruas braço da ‘Câmbio, Desligo’ contra comércio ilegal de pedras preciosas

Segundo as investigações rede de doleiros descoberta em mega-operação, desdobramento da Lava Jato no Rio, teria sido utilizada para receber a diferença entre o valor real da exportação das joias e o declarado ao fisco

Luiz Vassallo e Fausto Macedo

04 Setembro 2018 | 09h46

Polícia Federal. Foto: Fabio Motta/Estadão

A Polícia Federal, o Ministério Público Federal e a Receita deflagraram nesta terça-feira, 04, a Operação Marakata, desdobramento da Câmbio, Desligo. Esta fase da operação mira suposto esquema de comércio ilegal de pedras preciosas e semipreciosas e sua exportação com preços subfaturados para sonegação tributos, evasão de divisas e lavagem de dinheiro.

Segundo a Receita Federal, ‘os envolvidos adquiriam as pedras preciosas de garimpeiros e atravessadores. Para dar uma aparência de licitude aos negócios eram utilizados documentos fiscais e comerciais com preços menores que os praticados. Após a aquisição, as pedras tinham como principais destinos a Índia e Hong Kong, sendo exportadas com valores subfaturados’.

A força-tarefa apura se a rede de doleiros investigados na Operação Câmbio, Desligo (deflagrada em 3/5/2018) era usada para receber a diferença entre o valor real da exportação e o declarado às autoridades fazendárias.

“O esquema possivelmente envolvia ainda os doleiros para pagar a diferença entre o valor real da aquisição e o valor informado nos documentos fiscais usados para a compra das pedras”, diz a Receita.

Participam da operação auditores-fiscais e analistas-tributários da Receita Federal que cumprem mandados de busca e apreensão nos Estados do Rio de Janeiro e da Bahia.