PF põe Herófilo no rastro de 17 professores sob suspeita de estelionato na UFRGS

PF põe Herófilo no rastro de 17 professores sob suspeita de estelionato na UFRGS

Operação desencadeada nesta terça-feira, 19, mira docentes em regime de Dedicação Exclusiva com a Universidade Federal do Rio Grande do Sul, mas que estariam exercendo atividade privada em clínicas e consultórios

Julia Affonso e Fausto Macedo

19 Junho 2018 | 14h11

UFRGS. Foto: UFRGS

A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira, 19, a Operação Herófilo, que investiga 17 professores do magistério superior em regime de Dedicação Exclusiva com a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), mas que estariam exercendo atividade privada em clínicas e consultórios. A prática é vedada pela legislação e configura crime de estelionato, segundo a PF.

Cerca de 60 policiais federais saíram às ruas logo cedo para cumprir 15 mandados de busca e apreensão em Porto Alegre e Novo Hamburgo. Herófilo (Herophilos) foi o primeiro anatomista da história, fundador da Escola de Medicina de Alexandria.

As ordens judiciais têm por objetivo a arrecadação de documentos que comprovem a prática irregular e corroborem com as informações coletadas ao longo da investigação, destacou a PF. Não foram citados os nomes dos alvos da Operação Herófilo.

Em um caso analisado, um professor recebeu, entre os anos de 2010 e 2016, cerca de R$ 1milhão da UFRGS, sendo que, desse valor, aproximadamente R$ 500 mil ‘correspondem ao adicional por Dedicação Exclusiva’.

O inquérito policial foi instaurado em 2015 e contou com colaboração da Controladoria-Geral da União. Em um caso analisado, um professor recebeu, entre os anos de 2010 e 2016, cerca de um milhão de reais da UFRGS, sendo que, desse valor, aproximadamente 500 mil reais correspondem ao adicional por Dedicação Exclusiva.

COM A PALAVRA, A UFRGS

A reportagem fez contato com a Universidade Federal do Rio Grande do Sul. O espaço está aberto para manifestação.

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