PF pede conversão de prisão temporária para preventiva de executivo da Odebrecht

PF pede conversão de prisão temporária para preventiva de executivo da Odebrecht

Alexandrino Alencar foi detido sexta feira,19, sob suspeita de integrar esquema de corrupção na Petrobrás; PF pediu também prorrogação por mais cinco dias da temporária de outros três investigados

Redação

23 de junho de 2015 | 16h01

O diretor Alexandrino Alencar, da Odebrecht, foi preso nesta manhã em São Paulo. Foto: Rafael Arbex/Estadão

O diretor Alexandrino Alencar, da Odebrecht, foi preso na sexta-feira, 19, em São Paulo. Foto: Rafael Arbex/Estadão

Por Andreza Matais, de Brasília

A Polícia Federal pediu ao juiz Sergio Moro, que conduz as ações da Operação Lava Jato, a conversão da prisão de Alexandrino Alencar – executivo da empreiteira Odebrecht – de temporária para preventiva, quando não há prazo para que ele seja liberado. A PF também solicitou a prorrogação das prisões temporárias de outros três alvos da investigação sobre corrupção e propinas na Petrobrás:  Antônio Pedro Campelo de Souza, Flávio Lúcio Magalhães e Christina Maria da Silva Jorge.

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Executivo da Odebrecht, Alexandrino Alencar disse em depoimento à PF no dia 12 de maio que cuidava de doações eleitorais da empreiteira e admitiu ter recebido em seu escritório na empresa Rafael Ângulo Lopez, o “homem da mala” do doleiro Alberto Youssef.

Alexandrino é próximo do ex-presidente Lula. Ele acompanhou o petista em viagens ao exterior custeadas pela empreiteira.

Ele foi preso na sexta-feira, 19, na 14ª fase da Lava Jato. Outros executivos da empreiteira, entre eles o presidente, Marcelo Odebrecht, foram levados para a custódia da Polícia Federal em Curitiba, base das investigações da operação.

 

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