PF mira quatro desembargadores e um juiz do Trabalho na Operação ‘Injusta Causa’

PF mira quatro desembargadores e um juiz do Trabalho na Operação ‘Injusta Causa’

Magistrados são alvo de investigação por suposta ligação com esquema de venda de sentenças

Pepita Ortega e Fausto Macedo

11 de setembro de 2019 | 18h01

Sede do TRT5. Foto: Google Maps

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A Operação Injusta Causa, deflagrada pela Polícia Federal e o Ministério Público Federal na manhã desta quarta, 11, investiga quatro desembargadores do Tribunal Regional do Trabalho na Bahia (TRT-5) – Adna Aguiar, Norberto Frerichs, Pires Ribeiro, Esequias Oliveira – além do juiz Thiago Barbosa Ferraz de Andrade.

A informação foi divulgada pelo portal Bahia Notícias e confirmada pela reportagem do Estadão com três fontes do Tribunal.

Os nomes dos cinco magistrados constam entre os requeridos de uma Reclamação Disciplinar no Conselho Nacional de Justiça.

Os quatro desembargadores fazem parte da 5.ª Turma do TRT-5.

Cerca de 50 policiais federais e cinco procuradores da República foram mobilizados nesta manhã para o cumprimento de 11 mandados de busca e apreensão em gabinetes do TRT-5, em um escritório de advocacia e nas residências dos investigados.

A Polícia Federal registrou que a ação investiga um suposto esquema de venda de decisões judiciais e tráfico de influência no TRT-5.

Segundo a Procuradoria da Bahia, há indícios de que um grupo de juízes ‘estaria negociando acórdãos e decisões’ no Tribunal do Trabalho. “Há suspeitas de que os valores pagos a título de honorários aos advogados envolvidos no esquema sejam rateados entre os integrantes da organização criminosa, incluindo os agentes públicos”, anotou o Ministério Público Federal.

As buscas teriam o objetivo de reunir documentos e provas do suposto recebimento de vantagens financeiras indevidas além de indicativos de combinações de decisões judiciais, de ocultação de bens e de associação entre os investigados, diz a PF.

As ações foram requeridas pelo vice-procurador-geral da República Luciano Mariz Maia e autorizadas pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).

COM A PALAVRA, O TRT-5

A Secretaria de Comunicação informou que o Tribunal Regional do Trabalho na Bahia está cooperando com as investigações. Informou, ainda, que aguarda novas informações, uma vez que o processo corre em segredo de Justiça.

COM A PALAVRA, OS INVESTIGADOS

A reportagem tenta contato com os quatro desembargadores e o juiz. O espaço está aberto para manifestação.

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