PF mira lavagem de R$ 1 bi do tráfico de cocaína em meio a pedras

PF mira lavagem de R$ 1 bi do tráfico de cocaína em meio a pedras

Operação Tifeu caça nove e faz buscas em 24 endereços do Paraná, São Paulo, Rondônia, Mato Grosso do Sul e Santa Catarina para desarticular grupo sob suspeita de movimentar mais de R$ 1 bilhão em quatro anos de esquema de tráfico que enviava cocaína para Bélgica por navios

Pepita Ortega

17 de março de 2020 | 12h23

Foto: Divulgação/Agência Brasil

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta terça, 17, a Operação Tifeu, para desarticular um grupo que lavou mais de R$ 1 bilhão do tráfico de drogas em quatro anos. A ação é mais um desdobramento da Spectrum, que prendeu em 2017 Luiz Carlos da Rocha, vulgo ‘cabeça branca’, um dos traficantes mais procurados pela Polícia Federal e Interpol na América do Sul.

Cerca de 80 policiais federais cumprem 24 mandados de busca e apreensão e nove mandados de prisão temporária nos Estados do Paraná, São Paulo, Rondônia, Mato Grosso do Sul e Santa Catarina.

Segundo a PF, investigações financeiras identificaram um suposto esquema de lavagem de dinheiro, no qual empresas ligadas ao grupo criminoso movimentavam grandes valores. Apenas uma das empresas ligada à organização criminosa apresentou movimentação financeira de mais de R$ 1 bilhão, a crédito, em cerca de 4 anos, indicou a corporação.

O dinheiro lavado seria resultado da atuação de um um grupo que enviava cocaína por navios para a Bélgica, em meio a cargas de pedras.

Uma carga do grupo, de duas toneladas de cocaína, foi apreendida no Porto de Gent, na Bélgica, por intermédio de cooperação policial internacional.

Segundo a PF, foi apurado que membros estrangeiros do grupo criminoso vinham até o Brasil para, em conjunto com os integrantes da organização criminosa no País, organizarem as remessas.

A ação apura ainda o vazamento de informações sigilosas por um escrevente autorizado de cartório de notas para um dos investigados, com possível embaraço às investigações.

Segundo a PF, os investigados podem ser indiciados por tráfico internacional de drogas e associação para o tráfico, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

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