PF mira construtora e sindicato de ônibus na nova fase da Acrônimo

A partir da delação premiada de dona de agência de publicidade, Superior Tribunal de Justiça autorizou buscas em Belo Horizonte

Fábio Fabrini, Julia Affonso e Mateus Coutinho

21 de outubro de 2016 | 10h00

 

Foto: Jose Lucena/Futura Press

Foto: Jose Lucena/Futura Press

A Polícia Federal deflagrou nesta sexta-feira, 21, a 10.ª fase da Operação Acrônimo, cujo alvo principal é o governador de Minas Fernando Pimentel (PT).

Por ordem do ministro Herman Benjamin, relator da Acrônimo no Superior Tribunal de Justiça, a PF cumpre quatro mandados de busca e apreensão em Belo Horizonte e no Rio de Janeiro.

Buscas estão sendo realizadas no Sindicato das Empresas de Tranporte de Passageiros de BH (Setra-BH) e na Construtora Egesa.

A operação foi deflagrada com base em informações da delação premiada de Danielle Fonteles, da agência Pepper. Ela informou que houve pagamento de R$ 1,5 milhão, por meio de caixa dois, para a campanha do petista ao Governo de Minas, em 2014.

O Setra, conforme revelou o Estado, fez pagamentos a uma empresa de consultoria aberta pelo secretário da Casa Civil de Minas, Marco Antônio Rezende, e pelo presidente da Companhia de Tecnologia da Informação de Minas (Prodemge), Paulo de Moura. Os dois já foram alvos de õutras fases da Acrônimo e negam irregularidades.

A Acrônimo apura condutas de Pimentel em várias frentes de investigação. O governador é suspeito de receber vantagens indevidas de empresas que mantêm relações comerciais com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), instituição subordinada ao Ministério do Desenvolvimento e Comércio Exterior, que o petista comandou a Pasta entre 2011 e 2014, quando se desvinculou para disputar as eleições ao Palácio Tiradentes.

A investigação indica que a mulher de Pimentel, Carolina, seria sócia informal da Pepper.

COM A PALAVRA, O CRIMINALISTA EUGÊNIO PACELLI, QUE DEFENDE PIMENTEL:

“Sobre a última ‘difamação premiada’ anunciada hoje, lamentamos que tão importante instrumento processual esteja sendo frequentemente realizado ao arrepio da Lei, desprovido de qualquer prova idônea, e limitado à declarações que sabidamente jamais serão comprovadas”.

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