PF mira conselheira do Tribunal de Contas do DF por suspeita de corrupção em processos de compras da Secretaria da Saúde

PF mira conselheira do Tribunal de Contas do DF por suspeita de corrupção em processos de compras da Secretaria da Saúde

Redação

26 de maio de 2021 | 16h30

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quarta, 26, a Operação Pacare, destinada a apurar supostas regularidades na apreciação, pelo Tribunal de Contas do Distrito Federal, de contratos da Secretaria de Saúde local. A ofensiva investiga crimes de peculato, corrupção, prevaricação, advocacia administrativa, falsidade ideológica, prevaricação emprego irregular de verbas públicas e crimes licitatórios.

Um efetivo de 32 policiais federais cumprem mandados de busca e apreensão em nove endereços residenciais e comerciais no Distrito Federal. Os locais são ligados a sete pessoas investigadas em dois inquéritos em tramitação no Superior Tribunal de Justiça, sob relatoria do ministro João Otávio de Noronha.

Entre os alvos das medidas cautelares está a conselheira do Tribunal de Contas do Distrito Federal Anilcéia Machado.

Segundo a Procuradoria-Geral da República, além das buscas, foram determinadas quebras de sigilo bancário e fiscal dos envolvidos. Não há prisão ou ordem de afastamento da função pública.

O Ministério Público Federal indica que, segundo as investigações, as práticas criminosas sob suspeita ocorreram entre 2013 e 2015, em um dos casos, e em 2020, na outra frente de apuração.

“As investigações apuram desde o pagamento e/ou recebimento de vantagens indevidas para a quitação de empenhos sem as observâncias dos requisitos legais até suposta intermediação e patrocínio de interesse privado junto ao Tribunal de Contas do Distrito Federal – TCDF”, explicou a PF em nota.

A Polícia Federal aponta que o nome da operação, Pacare, faz alusão a palavra ‘pagar’ – ‘cuja origem etimológica vem do latim, “aplacar, satisfazer, apaziguar”‘.

COM A PALAVRA, O TRIBUNAL DE CONTAS DO DF

O Tribunal de Contas do DF informou que vai aguardar mais informações sobre o caso para se manifestar.

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