PF mira armeiros que abasteciam garimpos e facções em Roraima

PF mira armeiros que abasteciam garimpos e facções em Roraima

Operação K’daai Maqsin faz 20 buscas e caça 10 em Amazonas e Roraima para investigar os crimes de associação criminosa e o comércio ilegal de arma de fogo

Pepita Ortega

13 de dezembro de 2019 | 09h37

Garimpo. Imagem ilustrativa. Foto: Polícia Federal

A Polícia Federal deflagrou nesta sexta, 13, a Operação K’daai Maqsin para desarticular uma quadrilha que seria responsável pela fabricação ilegal de armas e munições que abasteceriam garimpos e facções criminosas em Roraima. Há indícios de que os suspeitos também operavam diretamente a exploração ilegal de ouro em terras indígenas, diz a corporação.

Mais de 80 policiais federais cumprem 10 mandados de prisão preventiva e 20 de busca e apreensão nos estados do Amazonas e Roraima. Os mandados foram expedidos pela Vara de Entorpecentes e Organizações Criminosas da Justiça Estadual de Roraima.

O nome da operação faz referência a uma divindade maligna da cultura iacuta – turcomanos que habitam região próxima à Sibéria, indicou a Polícia Federal. De acordo com a coporação, K’daai Maqsin seria ‘o ferreiro-chefe do submundo e associado às perversões da arte da forja’.

A PF informou que a investigação, que teve apoio do Ministério Público do Estado de Roraima e da 1ª Brigada de Infantaria de Selva, foi iniciada após a identificação de um galpão de Boa Vista que poderia estar sendo utilizado como oficina para a fabricação das armas.

A corporação apurou então que uma rede de armeiros irregulares estariam operando no Estado, contando ainda com o apoio de um estabelecimento comercial familiar que operaria com aparente legalidade.

Os principais crimes investigados são a participação em associação criminosa e o comércio ilegal de arma de fogo.

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