PF mira 100 favorecidos por desvios em convênio da Universidade Federal do Rio Grande do Sul

PF mira 100 favorecidos por desvios em convênio da Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Justiça Federal afastou cinco servidores e bloqueou contas na Operação Alforje, deflagrada nesta quinta, 21

Pepita Ortega

21 de março de 2019 | 16h22

Foto: Reprodução/Sindicato dos Delegados da Polícia Federal

A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira, 21, a Operação Alforje, que visa apurar supostos desvios de recursos públicos relacionados a um convênio entre a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e a Fundação de Apoio à Universidade Federal do Rio Grande do Sul (FAURGS). Segundo a PF, mais de 100 pessoas podem ter sido indevidamente favorecidas pela aplicação irregular de recursos.

Um efetivo de 40 policiais federais participa das ações, cumprindo 11 mandados de busca e apreensão nas cidades de Porto Alegre, Viamão e Gravataí. Nove endereços vasculhados pela PF ficam na capital gaúcha.

Segundo a PF, o nome da operação remete a um tipo de bolsa, que distribui o peso por dois compartimentos, um contrabalanceando o outro.

A Justiça Federal determinou o afastamento cautelar de cinco servidores públicos, além de medidas de bloqueio de contas e de veículos de investigados.

O convênio, que se dá por meio da Superintendência de Infraestrutura (Suinfra), estabeleceu o repasse de R$ 11,4 milhões à Fundação de Apoio à Universidade Federal do Rio Grande do Sul para elaboração conjunta de projetos nas áreas de engenharia e arquitetura, com vigência nos anos de 2015 a 2017.

O inquérito foi instaurado em setembro de 2018 e apura ‘pagamentos irregulares em favor de beneficiários que foram selecionados sem critérios técnicos’. Parte dos favorecidos já é vinculada à Universidade ou à Fundação.

A PF informou que o esquema também funcionava para complementar a renda dos servidores investigados, por meio do recebimento de bolsas.

Há casos de profissionais indicados como bolsistas do projeto mesmo com formação em áreas diferentes das alcançadas pelo convênio, destacam os investigadores.

O inquérito mostra que os dados da execução e da prestação de contas ‘também são mínimos ou inexistentes’.

Os investigados poderão responder por crimes como peculato, falsidade ideológica e associação criminosa.

COM A PALAVRA, A UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL

A principio a universidade não se manifestou sobre o assunto. O espaço está aberto.

COM A PALAVRA, A FUNDAÇÃO DE APOIO À UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL

O Estado busca contato com a FAURGS. O espaço está aberto para manifestação.

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