PF leva celular, documentos e mídias do procurador preso na Patmos

PF leva celular, documentos e mídias do procurador preso na Patmos

Equipamentos de Ângelo Goulart, sob suspeita de vazar dados sigilosos a executivos do Grupo JBS, foram confiscados no gabinete que era ocupado por ele na sede do Tribunal Superior Eleitoral

Fábio Serapião, Fábio Fabrini e Beatriz Bulla

18 de maio de 2017 | 16h53

Ângelo Goulart Villela. Foto: Reprodução

Na sede do Tribunal Superior Eleitoral em Brasília, a Polícia Federal apreendeu celular, documentos, mídias e HD externo do procurador da República Ângelo Goulart, preso nesta quinta-feira, 18, na Operação Patmos por suspeita de vazar informações sigilosas ao Grupo JBS. Os equipamentos pessoais do procurador foram confiscados em seu gabinete de trabalho. Goulart atuava na Procuradoria Eleitoral.

Os agentes da PF chegaram ao TSE às 6 hs. Durante duas horas, a PF vasculhou o gabinete que era ocupado pelo procurador.

Segundo a Assessoria de Comunicação do TSE a Polícia Federal realizou buscas e apreensões exclusivamente na estação de trabalho do procuradort, localizada em uma das salas da Procuradoria-Geral Eleitoral, que ocupa espaço no quinto andar do prédio da Corte.

A diligência foi acompanhada pelo vice-procurador-geral Eleitoral, Nicolao Dino, e pela subprocuradora-geral da República Cláudia Sampaio,, em cumprimento do mandado judicial subscrito pelo ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal.

O material apreendido – um HD externo, um celular, documentos e mídias – integra o patrimônio do Ministério Público Federal.

De acordo com a Procuradoria-Geral Eleitoral, ‘a operação não tem qualquer relação com a Justiça Eleitoral ou com processos que nela tramitam’.

As buscas fazem parte da investigação relacionada à Operação Greenfield, que investiga irregularidades em quatro grandes fundos de pensão do país, segundo a a PF.

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