PF investiga propinas para servidores do Ministério da Agricultura deixarem de fiscalizar frigoríficos

PF investiga propinas para servidores do Ministério da Agricultura deixarem de fiscalizar frigoríficos

Redação

19 de agosto de 2021 | 10h59

Atualizada às 13h29*

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quinta, 19, a Operação ‘a Posteriori’ para investigar supostas propinas a servidores do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) para que eles não fiscalizassem o processamento de produtos de origem animal. A ofensiva mira possíveis crimes de associação criminosa, corrupção e lavagem de dinheiro.

Um efetivo de 12 policiais federais cumpre dois mandados de busca e apreensão nas cidades de Goiânia e Palmeiras de Goiás (GO). As ordens foram expedidas pelo juízo da 11ª Vara Federal Criminal de Goiás.

A investigação teve início em julho de 2018, após uma denúncia ser encaminhada ao MAPA relatando suposta atividade criminosa envolvendo servidores públicos agropecuários e um frigorífico da cidade de Palmeiras de Goiás.

De acordo com a PF, as apurações indicaram que os auditores fiscais emitiam certificados sanitários ‘a posteriori’, com data retroativa, ‘sugerindo a falta de fiscalização “in loco” dos produtos de origem animal comercializados’.

Levantamentos apontaram para uma evolução patrimonial supostamente incompatível com os rendimentos do servidor público do MAPA, dizem os investigadores.

A PF diz ter identificado, entre 2018 e 2019, depósitos mensais suspeitos que variavam de R$ 5 mil a R$ 10 mil. Os valores representaram quase 50% da remuneração do cargo de auditor agropecuário para o período.

COM A PALAVRA, O MINISTÉRIO DA AGRICULTURA

A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (19), a Operação A POSTERIORI, que investiga suposto atos ilícitos praticados por servidor do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). De forma cautelar, o servidor já foi afastado de suas funções junto ao estabelecimento e o Mapa vinha investigando internamente o caso.

O Ministério da Agricultura segue, agora, buscando informações mais detalhadas com a Polícia Federal e garante à população o funcionamento do sistema de certificação sanitária.

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