PF investiga atuação de lobistas e propina a servidores do DNIT para favorecer empresa operadora de portos secos

PF investiga atuação de lobistas e propina a servidores do DNIT para favorecer empresa operadora de portos secos

Operação Data faz 14 buscas em Goiás, Tocantins, São Paulo e no Distrito Federal para investigar supostos crimes de peculato, corrupção ativa e passiva, tráfico de influência e associação criminosa

Redação

24 de agosto de 2021 | 07h55

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta terça, 24, a Operação Data para aprofundar investigação sobre supostos lobistas que favoreciam uma empresa operadora de portos secos no âmbito do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT). A ofensiva mira possíveis crimes de peculato, corrupção ativa e passiva, tráfico de influência e associação criminosa.

Entre os alvos da ofensiva está Marcelo Almeida Pinheiro Chagas, Diretor de Infraestrutura Ferroviária do DNIT. O órgão é vinculado ao Ministério da Infraestrutura, chefiado pelo ministro Tarcísio Gomes de Freitas. De acordo com a PF, a Subsecretaria de Conformidade e Integridade da Pasta colaborou com as investigações.

Agentes cumprem 14 mandados de busca e apreensão em Goiás, Tocantins, São Paulo e no Distrito Federal. As ordens foram expedidas pela Justiça Federal, que também determinou o bloqueio de valores nas contas dos investigados, além do afastamento de servidores públicos de suas funções.

As investigações apontam que a empresa que venceu licitação promovida pela Receita Federal para exploração do Porto Seco de Anápolis, em Goiás, teve problemas na fase de habilitação em relação ao terreno apresentado para a construção do local.

“Para superar essas dificuldades, a empresa contratou lobistas para viabilizar a aquisição de um terreno do DNIT situado no Distrito Agroindustrial de Anápolis (DAIA) por um preço bem abaixo do valor de mercado”, explicou a PF.

A corporação indica que os lobistas teriam pagado propinas para ‘arregimentar’ servidores públicos do DNIT, ‘que passaram a cuidar dos interesses da empresa junto à autarquia’.

De acordo com os investigadores, perícia apontou que a avaliação do terreno foi realizada pelo DNIT por 11 milhões, bem abaixo do valor de mercado de 44 milhões.

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