PF indicia Eike e Cabral por corrupção, lavagem e organização criminosa

PF indicia Eike e Cabral por corrupção, lavagem e organização criminosa

Além do empresário e do ex-governador do Rio, foram enquadrados mais dez investigados na Operação Eficiência

Valmar Hupsel Filho e Fausto Macedo

08 de fevereiro de 2017 | 18h44

Eike Batista nesta quarta-ferai, 8, na Polícia Federal no Rio. FOTO: MARCOS ARCOVERDE/ESTADÃO

Eike Batista nesta quarta-feira, 8, na sede da Polícia Federal no Rio. FOTO: MARCOS ARCOVERDE/ESTADÃO

A Polícia Federal indiciou nesta quarta-feira, 8, o empresário Eike Batista e o ex-governador Sérgio Cabral (PMDB/RJ) pelos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa no âmbito da Operação Eficiência.

Eike é suspeito de ter pago US$ 16,5 milhões em propinas para o peemedebista.

Cabral está preso desde novembro em Bangu 8. Sua mulher, Adriana, também está sob custódia. Ambos são alvos da Operação Calicute, desdobramento da Lava Jato que atribui ao ex-governador recebimento de mesadas de R$ 850 mil das empreiteiras Andrade Gutierrez e Carioca Engenharia.

Eike foi preso na semana passada na Operação Eficiência.

Nesta quarta, 8, ele foi levado à PF onde acabou indiciado por corrupção ativa, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Eike ficou em silêncio ao ser indiciado. Ele deverá se manifestar apenas na Justiça.

O ex-governador também foi indiciado no inquérito, mas por corrupção passiva, lavagem e organização criminosa. Um irmão dele, Maurício, e a ex-mulher do peemedebista Susana Neves estão entre os indiciados, ao lado do ex-vice-presidente de futebol do Flamengo, Flávio Godinho, e de antigos aliados de Cabral no governo do Rio.

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