PF fecha garimpo ilegal que aumentou homicídios, tráfico de drogas e prostituição em Mato Grosso

PF fecha garimpo ilegal que aumentou homicídios, tráfico de drogas e prostituição em Mato Grosso

Segundo investigações, além do impacto ambiental, as atividades ilícitas do garimpo estariam gerando o aumento do índice de homicídios, tráfico de drogas e prostituição na cidade de Aripuanã

Pepita Ortega

07 de outubro de 2019 | 09h59

A fase um da operação Trypes. Foto: Polícia Federal

A Polícia Federal desencadeou nesta segunda, 7, a 2ª fase da Operação Trypes para fechar um garimpo ilegal situado em Aripuanã, município situado a cerca de 950 km de Cuiabá, no Mato Grosso, onde vivem pouco mais de 22,3 mil pessoas.

Cerca de 160 policiais, além de servidores do Ibama e da Secretaria de Estado do Meio Ambiente realizarão atividades no local durante toda semana.

De acordo com as investigações, além do impacto ambiental, o garimpo ilegal estaria ocasionando aumento do índice de homicídios, tráfico de drogas e prostituição na região.

Segundo a PF, o nome da operação, Trypes, deriva de uma palavra grega que significa ‘buracos’. “Esta é uma alusão à situação em que ficou a região após a ação dos criminosos”, diz a corporação.

A primeira fase da operação foi deflagrada no último dia 26. Na ocasião, cerca de 60 agentes cumpriram 16 mandados de busca e apreensão, dois mandados de suspensão de atividade econômica, dois mandados de bloqueio de contas e seis mandados de prisão preventiva. As ações foram realizadas nos municípios de Aripuanã, Alta Floresta, Juína, Nova Bandeirantes e Paranaíta.

A Polícia Federal apurou que um grupo criminoso extraia e comercializava, de maneira ilícita, ouro da Amazônia Legal. Para vender o minério, a organização utilizava um esquema de lavagem de dinheiro que envolvia a emissão de documentos falsos e uso de contas bancárias que foram abertas tal finalidade.

Objetos apreendidos durante a primeira fase operação Trypes. Foto: Polícia Federal

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