PF fecha ‘fábrica’ de laranjas e empresas de fachada em leilões

PF fecha ‘fábrica’ de laranjas e empresas de fachada em leilões

Operação Último Lance deflagrada nesta terça, 3, faz 16 buscas em São Paulo, Pindamonhangaba, Franca e Bauru; um único relatório Coaf indica movimentação suspeita de R$ 600 milhões

Pepita Ortega e Fausto Macedo

03 de março de 2020 | 08h28

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A Polícia Federal desencadeou na manhã desta terça, 3, a Operação Último Lance para investigar a criação de dezenas empresas de fachada, controladas por ‘laranjas’, para ocultação de ‘vultuosas’ movimentações de dinheiro. Grande parte das companhias fictícias era do ramo de leilões, o que deu origem ao nome da operação, diz a PF.

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Segundo a corporação, a investigação se baseou na análise de Relatórios de Inteligência Financeira – elaborados pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras – sendo que um dos documentos revelou movimentações suspeitas de mais de R$ 600 milhões.

Nesta terça, 3, cerca de 80 agentes cumprem de 16 mandados de busca e apreensão em endereços de São Paulo, Pindamonhangaba, Franca e Bauru.

As ordens foram expedidas pela 10ª Vara Criminal Federal de São Paulo, especializada em crimes contra o sistema financeiro nacional e crimes de lavagem ou ocultação de bens, direitos ou valores.

Segundo a PF, os investigados podem responder pelos crimes de evasão de divisas, sonegação fiscal, falsidade ideológica, uso de documento falso e ocultação indevida de valores.

A ação tem apoio da Receia Federal e é realizada pela delegacia da PF em Bauru e pela delegacia de repressão e combate à corrupção e aos crimes contra sistema financeiro nacional da superintendência em São Paulo.

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