PF faz operação contra invasores de terra indígena, fecha garimpos e prende 2 por receptação de madeira ilegal

PF faz operação contra invasores de terra indígena, fecha garimpos e prende 2 por receptação de madeira ilegal

Operação S.O.S URU realizou diligências ao longo da semana para reprimir crimes ambientais na Terra Indígena URU-EU-WAU-WAU, em Rondônia

Redação

12 de novembro de 2021 | 12h47

S.O.S URU. Foto: Polícia Federal

A Polícia Federal fechou dois garimpos ilegais próximos a Campo Novo – cidade de 14 mil habitantes localizada a 300 quilômetros da capital de Rondônia, Porto Velho – e prendeu em flagrante dois socios de uma madeireira localizada em Montenegro – município vizinho – por receptação qualificada de madeira extraída de forma ilegal. As ações integraram a Operação S.O.S URU, com diligências cumpridas ao longo desta semana para reprimir crimes ambientais na Terra Indígena URU-EU-WAU-WAU.

Segundo os investigadores, o objetivo da operação era adotar medidas preventivas e repressivas para retirar invasores das terras indígenas e combater aos crimes ambientais. “O foco era identificar pessoas envolvidas nas atividades de loteamento e comercialização de terras (grilagem), bem como os envolvidos na exploração irregular de madeira e extração de minérios na terra indígena”, diz a corporação.

A ofensiva ainda resultou na inutilização de um trator, além da apreensão de um caminhão carregado com madeira e de mais toras encontradas na madeireira que foi alvo das diligências. As madeiras foram doadas, fiz a PF. Os agentes ainda realizaram incursões em cinco pontos da terra indígena, sobrevoaram seis pontos de difícil acesso e visitaram uma aldeia.

A operação contou com atuação de 95 servidores, entre policiais federais e integrantes da Fundação Nacional do índio (Funai), do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), da Polícia Militar Ambiental e das Forças Armadas (Exército e Aeronáutica).

A operação S.OS. URU seguiu cronograma de atividades, resultado de intenso trabalho investigativo prévio, para identificar as áreas degradadas para execução de atividades de fiscalização e de Polícia Judiciária da União. Foi requisitada uma escola pública no município de Campo Novo de Rondônia/RO, que serviu de base para as equipes.

S.O.S URU. Foto: Polícia Federal

S.O.S URU. Foto: Polícia Federal

S.O.S URU. Foto: Polícia Federal

S.O.S URU. Foto: Polícia Federal

S.O.S URU. Foto: Polícia Federal

S.O.S URU. Foto: Polícia Federal

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