PF faz buscas em endereços de ex-ministro de Dilma e João Pizzolatti

PF faz buscas em endereços de ex-ministro de Dilma e João Pizzolatti

Mário Negromonte é atualmente integrante do TCM-BA; João Pizzolatti teve casa revistada

Redação

14 de julho de 2015 | 10h34

Foto: Dida Sampaio/Estadão

Foto: Dida Sampaio/Estadão

Por Fábio Fabrini e Beatriz Bulla, de Brasília, e Fausto Macedo

A Polícia Federal também fez buscas e apreensões em endereços ligados ao ex-ministro das Cidades Mário Negromonte, que atualmente é integrante do Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia (TCM-BA), e ao ex-deputado federal pelo PP de Santa Catarina João Pizzolatti.

+ Saiba quem são os políticos citados na Lava Jato

As ações relacionadas a Pizzolatti foram nas casas do ex-deputado, da ex-mulher dele e de um ex-sócio em Santa Catarina. Esse ex-sócio também teve um escritório visitado pelos agentes. Pizzolatti é suspeito de receber propina no esquema de corrupção da Petrobras, conforme o depoimento de delatores. Ele é alvo e quatro inquéritos no Supremo Tribunal Federal, um deles que apura formação de quadrilha.

Mário Negrmonte. Foto: Zeca Ribeiro/Agência Câmara

Mário Negrmonte. Foto: Zeca Ribeiro/Agência Câmara

O doleiro Alberto Youssef, um dos que aceitaram colaborar com as investigações, em troca de redução de pena, afirmou que Pizzolatti compunha o grupo de parlamentares do PP que atuavam na “operacionalização do esquema de corrupção” da Petrobras de forma “estável e perene”. O doleiro também disse ter doado R$ 5,5 milhões para a campanha do ex-deputado em 2010.

Argôlo diz que ex-ministro deu Rolex para ex-diretor da Petrobrás

Ex-assessores de Youssef apontam ‘fluxo de políticos e empresários’ no escritório do doleiro

Negromonte, que era filiado ao PP e foi ministro das Cidades do governo Dilma Rousseff entre 2011 e 2012, é acusado pelo doleiro Alberto Youssef de chefiar um esquema ilícito na pasta envolvendo o rastreamento veicular. O Ministério das Cidades é responsável pelo Departamento Nacional de Trânsito (Denatran).

Deputados favoreciam empreiteiras no Congresso todos os dias, diz Youssef

A PF deflagrou nesta terça-feira, 14, a Operação Politéia, que tem como alvos políticos investigados no Supremo Tribunal Federal (STF) por envolvimento no esquema de corrupção da Petrobrás. Houve buscas em endereços dos senadores Ciro Nogueira (PP-PI), Fernando Bezerra (PSB-PE) e Fernando Collor de Mello (PTB-AL).

Em Alagoas, a PF fez busca e apreensão na casa de um filho de Collor e em endereços de Luís Pereira de Amorim e Eduardo Frazon, dirigentes das Organizações Arnon de Mello, controladas pela família do senador.

Seis agentes da Polícia Federal deixaram o apartamento funcional ocupado pelo senador Fernando Collor (PTB-AL) por volta das 9h40 desta terça-feira levando um malote. Os agentes saíram depois de cumprirem um mandado de busca e apreensão no imóvel.

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.