PF faz buscas contra desvios da saúde e educação e mira prefeito no Maranhão apontado como ‘sócio oculto’ de fornecedores de sua gestão

PF faz buscas contra desvios da saúde e educação e mira prefeito no Maranhão apontado como ‘sócio oculto’ de fornecedores de sua gestão

Luciano Genésio (PP), afastado por ordem judicial da prefeitura de Pinheiro, é o alvo principal da Operação Irmandade que investiga contratos de RS 38 milhões e vasculha onze endereços nesta quarta-feira, 12; os agentes também executam dez mandados de sequestro de ativos

Redação

12 de janeiro de 2022 | 11h01

Operação Irmandade. Foto: Polícia Federal

A Polícia Federal no Maranhão deflagrou na manhã desta quarta-feira, 12, uma operação batizada ‘Irmandade’ contra suposta organização criminosa que teria fraudado licitações e desviado recursos públicos no município de Pinheiro, no interior do Estado. Entre os alvos da investigação está o prefeito da cidade, Luciano Genesio (PP), que foi afastado por ordem judicial.

Agentes cumpriram onze mandados de busca e apreensão nas cidades de São Luís, Pinheiro e Palmeirândia, além de 10 mandados de sequestro de valores e ainda ordens de suspensão do exercício da função pública, proibições de acessar ou frequentar a prefeitura, de manter contato com os outros investigados e de deixar da comarca de sua residência durante a investigação.

Os mandados foram expedidos pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região, com base em representação elaborada pela Polícia Federal. A ofensiva mira supostos crimes de fraude à licitação, peculato, lavagem de capitais e participação em organização criminosa. Somadas, as penas ligadas a tais crimes podem chegar a 34 anos de prisão, diz a PF.

Operação Irmandade. Foto: Polícia Federal

De acordo com a PF, os delitos imputados à suposta quadrilha teriam envolvido verbas federais do Fundo Nacional de Saúde e do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica.
A investigação se concentra nos Pregões 030/2018 e 016/2020, que custaram cerca de R$ 38 milhões aos cofres públicos, e deram origem a contratos firmados com empresas pertencentes aos membros da organização criminosa, diz a corporação.

Os investigadores dizem que localizaram ‘diversos indícios’ de que o proprietário de fato das empresas sob suspeita seria o prefeito de Pinheiro. A PF afirma ainda que, a partir da análise de movimentações bancárias ‘constatou-se que parte dos pagamentos realizados pelo Poder Público para tais empresas era revertido para as contas do servidor público’.

Segundo os investigadores, o nome da operação, ‘Irmandade’ faz referência à composição da organização criminosa. A PF diz que o grupo ‘possui, tanto no núcleo político, quanto no núcleo empresarial, irmãos participantes do estratagema criminoso’.

Operação Irmandade. Foto: Polícia Federal

Operação Irmandade. Foto: Polícia Federal

Operação Irmandade. Foto: Polícia Federal

COM A PALAVRA, A PREFEITURA DE PINHEIRO

A reportagem busca contato com o a prefeitura. O espaço está aberto para manifestações.

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