PF faz ‘apreensão histórica’ de madeira ilegal na Amazônia

PF faz ‘apreensão histórica’ de madeira ilegal na Amazônia

Mais de 131 mil metros cúbicos de madeiras foram confiscados pela Operação Handroanthus GLO, deflagrada na divida do Pará e Amazonas; montante equivale a 6.243 caminhões lotados de carga

Paulo Roberto Netto

21 de dezembro de 2020 | 22h35

A Polícia Federal bateu recorde história de apreensão de madeiras durante a Operação Handroanthus GLO, que já recolheu mais de 131 mil metros cúbicos de madeiras em tora na divida do Pará e Amazonas. O montante equivale a 6.243 caminhões lotados de carga. As investigações começaram após uma bolsa ficar retida no Rio Mamuru, no mês passado, com cerca de 2.700 metros cúbicos de madeira nativa da Amazônia.

A carga havia sido declarada como originária de Juruti (PA), a 847 km de Belém, porém as espécies encontradas na balsa não correspondiam às informações prestadas nas Guias Florestais. Por conta disso, os documentos foram invalidados e a carga, apreendida.

Polícia faz apreensão histórica na Amazônia. Foto: PF / Divulgação

A balsa, porém, era apenas uma. Com a informação do tráfico ilegal de madeira na região, a PF conseguiu conter mais dez embarcações e quatro empurradores que utilizavam o mesmo rio para escoamento de carga ilegal. Até o momento, a PF já contabiliza 141 mil metros cúbicos de madeira em tora e 608 metros cúbicos de madeira serrada – o preço médio do metro cúbico é R$ 388, o que dá cerca de R$ 55 milhões nas apreensões.

Segundo a PF, a região amazônica vem sendo monitorada por meio de satélites capazes de identificar áreas de exploração, bem como locais de embarque e desembarque de cargas.

A operação foi batizada Handroanthus GLO por ser o nome científico do Ipê, árvore cobiçada por criminosos na Amazônica.

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.