PF e polícia do Paraguai interrompem plano de fuga de fornecedor do CV

PF e polícia do Paraguai interrompem plano de fuga de fornecedor do CV

Cooperação entre países resultou na prisão de cinco traficantes brasileiros que planejavam resgatar Marcelo Piloto, fornecedor de armas e drogas do Comando Vermelho. Veja vídeo

Fabio Serapião e Fausto Macedo

04 Outubro 2018 | 22h48

Com a ajuda da Polícia Federal brasileira, a Secretaria Nacional Antidrogas do Paraguai prendeu nesta quinta-feira, 4, cinco traficantes brasileiros que planejavam resgatar Marcelo Fernando Pinheiro Veiga, o Marcelo Piloto, de uma penitenciária de Assunção, capital do Paraguai. Preso desde dezembro do ano passado, Piloto é considerado um dos principais fornecedores de drogas, munições e armas do Comando Vermelho – facção que domina boa parte do tráfico no Rio de Janeiro.

Os quatro homens e uma mulher foram detidos em três casas de Assunção. As prisões se basearam em informações de inteligência compartilhadas entre a PF e as autoridades paraguaias sobre a data da execução do plano. De acordo com investigadores que atuaram no caso, o plano era buscar Piloto neste próximo final de semana.

Nos locais da prisão, foram encontrados um caderno com anotações sobre o plano de ação, pistolas, sistema de rádio, fuzis, coletes à prova de bala e muita munição.

Até ser preso em dezembro em Ecarnación, no Paraguai, Piloto era um dos criminosos mais procurados do Brasil. Em busca de informações sobre ele, as autoridades ofereciam uma recompensa de R$ 10 mil por qualquer pista sobre seu paradeiro. Após sua prisão, em fevereiro deste ano, a polícia civil do Rio de Janeiro prendeu dois homens acusados de integrarem um grupo que planejava o resgate de Piloto.

Após denúncia feita pelo Disque-Denúncia, os policiais prenderam os dois em um ônibus no município de Seropédica, região metropolitana do Rio, com destino a Foz do Iguaçu.

Tanto a prisão de Piloto como a ação para evitar o plano de fuga são resultado da cooperação entre as autoridades brasileiras e paraguaias. As ações contam com o apoio do Centro de Cooperação Policial Internacional (CCPI), que funciona na Superintendência da Polícia Federal no Rio de Janeiro. O Centro tem por finalidade fortalecer a integração entre os países no âmbito das investigações voltadas à repressão da criminalidade organizada transnacional e abriga, atualmente, policiais da Argentina, Bolívia, Peru e Paraguai.