PF e Exército abrem Operação Confessio contra falsificação de documentos e comércio ilegal de armas no Rio

PF e Exército abrem Operação Confessio contra falsificação de documentos e comércio ilegal de armas no Rio

Grupo é suspeito de fraudar documentos para comprar e portar armamentos e munições sem passar pelo controle do Exército

Marcio Dolzan / RIO

10 de fevereiro de 2022 | 09h56

A Polícia Federal abriu nesta quinta-feira, 10, a Operação Confessio contra um esquema de fraude documental para burlar a fiscalização e o controle na aquisição, posse, porte e comercialização de armas de fogo e munições. A ação tem apoio do Serviço de Fiscalização de Produtos Controlados da 1ª Região Militar do Exército.

Ao todo, 130 policiais federais cumprem 27 mandados de busca e apreensão, expedidos pela 3ª Vara Federal da Subseção Judiciária de São João de Meriti (RJ), no Estado do Rio de Janeiro. As cidades onde são feitas as buscas não foram divulgadas.

Segundo as investigações, documentos como os Certificados de Registro de Arma de Fogo (CRAFs) eram falsificados por criminosos para ludibriar a fiscalização, o que permitia trafegar e portar livremente as armas. Também foi descoberta a falsificação de documentos usados no processo de compra de arma de fogo por Caçador, Atirador e Colecionador (CAC) junto a estabelecimentos comerciais.

Homem treina disparo em clube de tiros. Foto ilustrativa: Gabriela Biló / Estadão

Documentos falsos facilitaram compra de armas

De acordo com a investigação, a falsificação envolvia despachantes, compradores de armas, CACs e comerciantes permitiam aos compradores – sem se submeteram à avaliação psicológica e teste de capacidade técnica, exigência da lei – adquirir as armas de forma ilegal.

Segundo a investigação, foram falsificados os seguintes registros: Certificados de Registro de Armas de Fogo (CRAFs); Guias de Tráfego; Certificados de Registro (CRs); Requerimento para Aquisição de Arma de Fogo e Acessório. O Exército participa da operação porque tem a atribuição de emitir esses documentos, seguindo o regramento previsto em lei.

Os investigados responderão pelos crimes de falsificação de documento público federal, uso de documento falso, comércio ilegal de arma de fogo e porte ilegal de arma de fogo de uso restrito, cujas penas máximas somadas podem chegar respectivamente a 28 anos de prisão.

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