PF e CGU combatem desvios de recursos em prefeituras na Bahia

PF e CGU combatem desvios de recursos em prefeituras na Bahia

Operação Offerus, deflagrada nesta terça-feira, 21, mira esquema de fraude a licitações, superfaturamento, desvio de recursos públicos, corrupção ativa e passiva e lavagem de ativos envolvendo a contratação do serviço de transporte escolar nos municípios de Salvador, Alagoinhas, Casa Nova, Conde, Ipirá, Jequié e Pilão Arcado, na Bahia

Julia Affonso e Fausto Macedo

21 Agosto 2018 | 09h25

Foto: Reprodução/Sindicato dos Delegados da Polícia Federal

A Polícia Federal, com o apoio da Controladoria-Geral da União (CGU), deflagrou nesta terça-feira, 21, a Operação Offerus. A ação mira um esquema criminoso de fraude a licitações, superfaturamento, desvio de recursos públicos, corrupção ativa e passiva e lavagem de ativos envolvendo a contratação do serviço de transporte escolar nos municípios de Salvador, Alagoinhas, Casa Nova, Conde, Ipirá, Jequié e Pilão Arcado, na Bahia.

Cerca de 90 policiais federais cumprem 19 mandados de busca e apreensão em órgãos públicos, empresas e nas residências dos envolvidos no esquema, além de um mandado de prisão preventiva e dois mandados de afastamento do cargo de prefeito, estes últimos nos municípios de Pilão Arcado e Ipirá. Vinte e um auditores federais de controle, da CGU, também participam das diligências.

A Justiça determinou ainda o bloqueio de R$ 38 milhões em valores e bens pertencentes aos investigados, sendo esse o valor do superfaturamento e do desvio apurado em auditorias realizadas pela CGU em apenas dois dos municípios investigados, Alagoinhas e Casa Nova.

Conforme constatado durante as investigações, iniciadas em 2017, as licitações eram direcionadas para beneficiar um grupo de empresas pertencentes ao mesmo empresário, que terceirizava integralmente a execução dos contratos para motoristas locais a preços inferiores, apropriando-se da diferença, que lhe rendia cerca de R$ 300 mil mensais. Segundo a PF, parte desse valor era utilizado para pagamento de propina aos servidores públicos envolvidos no esquema.

Os mandados foram expedidos pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região, e têm por objetivo localizar e apreender provas complementares dos desvios nas contratações públicas, do pagamento de propinas e da lavagem de dinheiro.

O nome da operação, Offerus, é uma referência à lenda de São Cristóvão, o padroeiro dos motoristas.

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