PF diz a Moro que Bolsonaro sofreu ataque de grupo hacker

PF diz a Moro que Bolsonaro sofreu ataque de grupo hacker

Nota publicada pelo Ministério da Justiça indica que o presidente da República foi comunicado da invasão; quatro presos pela Operação Spoofing são suspeitos de terem invadido os celulares de centenas de pessoas, entre elas autoridades dos três poderes e jornalistas; em Manaus, o Bolsonaro afirmou: 'perderam tempo comigo'

Pepita Ortega

25 de julho de 2019 | 10h19

Presidente Jair Bolsonaro e ministro Sérgio Moro. FOTO: DIDA SAMPAIO/ESTADÃO

A Polícia Federal informou ao Ministério da Justiça e Segurança Pública que o aparelhos celulares utilizados pelo presidente da República, Jair Bolsonaro, foram alvos de ataques pelo grupo de hackers preso nesta terça feira, 23. Segundo nota da pasta, o fato foi comunicado ao presidente.

Walter Delgatti Neto, Gustavo Henrique Elias Santos, Suelen Priscila Oliveira e Danilo Cristiano Marques foram detidos preventivamente no âmbito da Operação Spoofing. Os quatro são suspeitos de terem invadido os celulares de centenas de pessoas, que chegam a quase mil. Fontes da PF dizem que entre as vítimas estão autoridades dos três poderes e também jornalistas.

Além do ministro Sérgio Moro (Justiça e Segurança Pública), o ministro Paulo Guedes (Economia) foi alvo do grupo preso nesta terça.

Em seu perfil no Twitter, Moro escreveu nesta quarta-feira, 24, que ao autorizar a prisão dos suspeitos, o juiz informa que 5.616 ligações foram efetuadas pelo grupo com o mesmo modus operandi e suspeitas, portanto, de serem hackeamentos. “Meu terminal só recebeu três. Preocupante”, postou.

‘Perderam tempo comigo’

Em Manaus, nesta quinta, 25, Bolsonaro afirmou que não está ‘nem um pouco preocupado se por ventura algo vazasse do seu telefone’.

Em entrevista à imprensa, que a Globo News mostrou, o presidente afirmou que ‘não vão encontrar nada que o comprometa’.

Disse que conversas com ‘outros chefes de estado no tocante à Venezuela e às decisões estratégicas para o Brasil isso é conversado pessoalmente no nosso gabinete’

“Perderam tempo comigo”, afirmou.

O caso também foi registrado no perfil do presidente no Twitter. Na postagem, Bolsonaro indicou: ‘nunca tratei temas sensíveis ou de segurança nacional via celular’.

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