PF diz à Justiça que não tem tornozeleira para Geddel na Bahia

PF diz à Justiça que não tem tornozeleira para Geddel na Bahia

Desembargador Ney Bello, do Tribunal Regional Federal da 1.ª Região (TRF1), havia dado prazo de 48 horas para a Polícia Federal instalar o monitoramento no ex-ministro, que ganhou regime domiciliar em Salvador

Julia Affonso, Luiz Vassallo e Fábio Serapião

14 de julho de 2017 | 14h02

O ex-ministro Geddel Vieira Lima no hangar da Icaro Táxi Aéreo no Aeroporto Juscellino Kubitischek, em Brasilia. Foto: Dida Sampaio/Estadão

A Superintendência Regional da Polícia Federal na Bahia informou nesta sexta-feira, 14, que ‘não dispõe de sistema de monitoramento eletrônico de pessoas, comumente conhecido como tornozeleira eletrônica’. O desembargador Ney Bello, do Tribunal Regional Federal da 1.ª Região (TRF1), havia dado prazo de 48 horas para a PF instalar a peça no tornozelo do ex-ministro do governo Temer, Geddel Vieira Lima – em regime domiciliar em Salvador desde a noite desta quinta-feira, 13.

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Geddel ganhou domiciliar após dez dias preso na Papuda, em Brasília, por ordem do juiz Vallisney Oliveira, da 10.ª Vara Federal do DF. O ex-ministro está sob suspeita de pressionar a mulher do doleiro Lúcio Funaro, Raquel Pitta, para evitar que ele faça delação premiada.

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Ao tirar Geddel do regime fechado, o desembargador Bello impôs uma condição, a instalação da tornozeleira no ex-ministro. O magistrado deu 48 horas para a PF na Bahia tomar a providência.

O ex-ministro Geddel Vieira Lima no hangar da Icaro Táxi Aéreo no Aeroporto Juscellino Kubitischek, em Brasilia. Foto: Dida Sampaio/Estadão

O ex ministro Geddel Vieira Lima embarca em um avião prefixo PT MCA com destino a Salvador, no hangar da Icaro Táxi Aéreo no Aeroporto Juscellino Kubitischek, em Brasilia. Foto: Dida Sampaio/Estadão

Mas, nesta sexta, 14, a PF em Salvador afirmou em nota que ‘tal função não é afeta à atividade de polícia judiciária desempenhada pela Polícia Federal, e sim ao sistema prisional, seja ele o federal ou o estadual’.

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“Registra-se que essa impossibilidade de cumprimento da decisão proferida para monitoramento eletrônico do senhor Geddel Quadros Vieira Lima – assim como já ocorrido em outros casos similares –, foi informada à 10.ª Vara Federal do Distrito Federal na data de hoje”, diz a nota da PF.

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