PF põe Operação Naum contra rombo de R$ 263 mi na Previdência do Tocantins

PF põe Operação Naum contra rombo de R$ 263 mi na Previdência do Tocantins

Desdobramento da Miquéias revela aplicações que superam R$ 1,1 bilhão em 27 fundos sem liquidez

Julia Affonso e Fausto Macedo

27 de junho de 2017 | 10h55

Polícia Federal. Foto: JOSE LUCENA/FUTURA PRESS/

A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira, 27, a Operação Naum contra um esquema que fraudou aplicações do Instituto de Gestão Previdenciária (Igeprev), do Tocantins, em fundos considerados problemáticos pelos investigadores. A operação, segundo a PF, gerou ‘enormes prejuízos’ ao Instituto, mediante pagamento de vantagem indevida.

“Foi apurado um prejuízo ao erário já confirmado de R$ 263.648.310,47. Também foram constatadas aplicações no montante de R$ 1.176.842.671,64 em 27 fundos sem liquidez e com possíveis prejuízos”, a diz a PF em nota.

RELEMBRE: Operação Miquéias investiga fraudes em fundos de pensão no DF e em 9 Estados

A Federal informou que policiais estão cumprindo medidas judiciais nos Estados do Tocantins, Goiás, Santa Catarina, Rio de Janeiro, São Paulo e no Distrito Federal.

Segundo a PF, auditoriais apontaram que o Instituto reiteradamente efetuou aplicações em desacordo com os limites e modalidades de aplicação permitidas pela Resolução do CMN, bem como em fundos problemáticos com alto risco de perdas.

A investigação é um desdobramento da Operação Miquéias. Dentre os profetas menores do velho testamento, Naum vem depois de Miquéias. Assim, o nome da operação foi escolhido para lembrar a relação de sucessão entre as duas investigações.

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