PF deflagra nova etapa da Operação Ápia

PF deflagra nova etapa da Operação Ápia

Juiz federal Pedro Felipe de Oliveira Santos decretou quatro prisões preventivas

Julia Affonso e Fausto Macedo

28 Outubro 2016 | 09h54

Foto: Reprodução/Sindicato dos Delegados da Polícia Federal

Foto: Reprodução/Sindicato dos Delegados da Polícia Federal

A Polícia Federal deflagrou nesta sexta-feira, 28, nova etapa da Operação Ápia. Foi decretada a prisão preventiva de quatro investigados Janaína Aires Guimarães, Cid Hoffman, Jairo Arantes e Luciene da Silva Oliveira. São alvo da investigação da Ápia os ex-governadores do Tocantins Sandoval Cardoso (SD), preso desde 13 de outubro, e Siqueira Campos (PSDB).

A ordem judicial é do juiz federal Pedro Felipe de Oliveira Santos, da 4ª Vara Federal de Palmas. Os alvos desta etapa são ligados à empresa CRT.

A Operação Ápia investiga direcionamento de licitações e fraudes em contratos de obras de rodovias no Tocantins, envolvendo pelo menos 7 empreiteiras que receberam R$ 1,2 bilhão do BNDES. O desvio pode alcançar entre R$ 200 milhões e R$ 250 milhões, estimam os investigadores.

As prisões da nova etapa da Ápia foram decretadas após análise da documentação apreendida na primeira fase. Os quatros investigados desta fase também foram alvo de busca e apreensão.

Na decisão, o magistrado alega que que os quatro presos têm poder decisivo nas atividades da empresa. “Teriam eles participação direta no arquétipo criminoso objeto da presente investigação, e estariam, até o presente momento, cometendo crimes em série”, destaca o juiz federal Pedro Felipe de Oliveira Santos.

Segundo nota da Justiça Federal do Tocantins, Janaína Aires Guimarães é filha do sócio majoritário Rossine Aires Guimarães que está em prisão domiciliar, Cid Hoffman é administrador da empresa, Jairo Arantes é sócio minoritário e Luciene da Silva Oliveira é funcionária da CRT.

Jairo Arantes e Luciene Oliveira foram presos temporariamente na primeira fase da Ápia. Janaína Aires e Cid Hoffman tiveram as prisões decretadas pela primeira vez.

Após prestarem declarações na PF, os custodiados serão levados à Justiça Federal, ainda nesta sexta-feira para a realização de audiências de custódia e verificação da regularidade das prisões.