PF deflagra Cerberus contra traficantes de armas que tentavam resgatar preso

PF deflagra Cerberus contra traficantes de armas que tentavam resgatar preso

De dentro da Penitenciária de Segurança Máxima de Campo Grande, o líder da organização contrabandeava armas de fogo com auxílio da namorada e de três comparsas

Julia Affonso e Luiz Vassallo

13 de junho de 2017 | 13h47

A Polícia Federal, deflagrou nesta terça-feira, 13, a Operação Cerberus, contra suposta organização especializada em contrabando de armas que planejava o resgate de um presidiário.

Segundo a PF, as investigações tiveram início em março deste ano, quando o suposto líder dos esquemas, orquestrou tentativa de fuga da Penitenciária de Três Lagoas com o uso de uma pistola calibre .380. Após a primeira tentativa, o presidiário foi transferido para a Penitenciária de Segurança Máxima de Campo Grande, de onde passou a contar com o apoio de sua namorada e outros três comparsas, para contrabandear armas de fogo que seriam revendidas no sudeste do país, além de orquestrar nova tentativa de fuga mediante a rendição e possível assassinato de agentes penitenciários durante escolta para consulta médica.

Aproximadamente 30 policiais federais e 20 policiais militares do choque estão cumprindo 03 Mandados de Condução Coercitiva, 01 Mandado de Prisão Preventiva e 04 Mandados de Busca e Apreensão expedidos pela 1ª Vara Criminal de Três Lagoas. Os mandados estão sendo cumpridos na cidade de Campo Grande/MS, onde o grupo planejava realizar o resgate do presidiário. A Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário do Mato Grosso do Sul e o Batalhão de choque da Polícia Militar, participam da ação ao lado da PF.

O líder da suposta organização cumpre pena pelos crimes de porte ilegal de arma de fogo e tentativa de homicídio, enquanto ainda aguarda julgamento por novos crimes de uso de documento falso e porte ilegal de arma de fogo.

Segundo a PF, os investigados podem responder pelos crimes de formação de organização criminosa, posse e comércio ilegal de armas de fogo de uso restrito e fuga de pessoa presa, cujas penas somadas podem chegar a 28 anos de prisão.

Os alvos da operação serão conduzidos para a Polícia Federal em Campo Grande/MS, onde serão ouvidos e permanecerão à disposição da Justiça Estadual.

O nome da operação, Cerberus, faz alusão à criatura responsável por impedir a fuga das almas de criminosos que tentavam escapar do inferno, segundo a mitologia grega.