PF deflagra fase 61 da Lava Jato

PF deflagra fase 61 da Lava Jato

'Operação Disfarces de Mamom' cumpre 44 mandados em 35 locais diferentes de São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre; três funcionários do Banco Paulista S.A. foram presos

Fausto Macedo e Pepita Ortega

08 de maio de 2019 | 07h28

A sede do Banco Paulista, em São Paulo, foi alvos de buscas da Operação Disfarces de Mamom. Foto: Reprodução / Google Maps

A Polícia Federal, o Ministério Público Federal e a Receita Federal deflagraram na manhã de hoje, 8, a 61ª. fase da Operação Lava Jato, chamada Disfarces de Mamom. Três funcionários do Banco Paulista S.A. foram presos.

Cerca de 170 Policiais federais participam das ações, realizando 41 buscas em 35 locais diferentes nas cidades de São Paulo (32), Rio de Janeiro (7) e Porto Alegre (2) – entre eles a sede do banco na Avenida Brigadeiro Faria Lima, na capital paulista.

As informações foram divulgadas pela Polícia Federal.

Os agentes já cumpriram três mandados de prisão preventiva em São Paulo. Os alvos são os funcionários do Banco Paulista S.A. Paulo Cesar Haenel Pereira Barreto, Tarcísio Rodrigues Joaquim e Gerson Luiz Mendes de Brito.

Na época dos crimes, eles atuavam, respectivamente, como funcionário da mesa de câmbio, diretor da Área de Câmbio e diretor-geral do banco.

Os mandados foram expedidos pela 13ª. Vara Federal de Curitiba (PR).

A investigação apura a participação de executivos do Banco Paulista S.A. em operações de lavagem de dinheiro do ‘Setor de Operações Estruturadas’ do Grupo Odebrecht. Segundo as investigações, entre 2009 e 2015, R$ 48 milhões foram lavados por meio da celebração de contratos falsos com o banco.

Repasses de R$ 280 milhões do banco a empresas ‘aparentemente sem estrutura’ também são investigados.

Segundo a Procuradoria, os funcionários do Banco Paulista S.A. contratavam empresas de fachada que emitiam notas fiscais e contratos fictícios para justificar serviços não prestados e assim camuflar pagamentos feitos e recebidos pelo banco no exterior.

Após o pagamento, as empresas, com ajuda de doleiros, remetiam numerário para exterior por meio de operações tipo dólar-cabo, conferindo assim aparência de legalidade às operações e obtendo, deste modo, dinheiro em moeda estrangeira com aparência legal.

As investigações tiveram início a partir de depoimentos e colaborações de três administradores de uma instituição financeira no exterior. A empresa ocultava capitais em operações criminosas em favor do Setor de Operações Estruturadas da Odebrecht.

Os presos serão levados para a sede da Polícia Federal em São Paulo e posteriormente encaminhados para a Superintendência do Paraná, onde serão interrogados.

‘Disfarces de Mamom’

O nome da operação remete a uma passagem bíblica: “Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de odiar um e amar o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e a Mamom.” (Mateus 6.24).

Segundo a PF, a instituição bancária, que ‘deveria zelar pelo rigidez do sistema financeiro, valia-se de sua posição privilegiada dentro da estrutura financeira do mercado para a viabilização de atividades ilícitas’.

COM A PALAVRA, O BANCO PAULISTA S.A.

A reportagem tenta contato com o Banco Paulista S.A. O espaço está aberto para manifestações.

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