PF deflagra 2ª fase da Registro Espúrio

PF deflagra 2ª fase da Registro Espúrio

O objetivo dessa segunda investida, segundo a PF, é aprofundar as investigações sobre a concessão fraudulenta de registros sindicais junto ao Ministério do Trabalho

Fabio Serapião e Luiz Vassalo

12 Junho 2018 | 07h25

Paulinho da Força, Jovair Arantes, Wilson Filho e Roberto Jefferson. Fotos: Estadão e Gustavo Lima/Câmara dos Deputados

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta terça-feira, 12,  a 2ª da operação Registro Espúrio, que investiga a atuação de uma organização criminosa a atuar na liberação do registro sindical dentro do Ministério do Trabalho.

O objetivo dessa segunda investida, segundo a PF, é aprofundar as investigações sobre a concessão fraudulenta de registros sindicais junto ao Ministério do Trabalho.

São cumpridos três mandados de busca e apreensão expedidos pelo ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília e  no Rio de Janeiro referentes a uma parlamentar investigada por suposta participação nos fatos apurados.

Além das buscas, a pedido da Policia Federal e da PGR, serão impostas medidas cautelares consistentes em proibição de frequentar o Ministério do trabalho e de manter contato com os demais investigados ou servidores do Ministério.

Na primeira fase da operação, em 30 de maio, a PF explicou que a operação era resultado de um ano de investigação. “As investigações revelaram um amplo esquema de corrupção dentro da Secretaria de Relações de Trabalho do Ministério do Trabalho, com suspeita de envolvimento de servidores públicos, lobistas, advogados, dirigentes de centrais sindicais e parlamentares”, informa nota da PF.

Naquele diz, o gabinete de três parlamentares – Paulinho da Força (SD-SP), Jovair Arantes (PTB-GO) e Wilson Filho (PTB-PB) – foram alvo de busca e apreensão.. Os gabinetes dos parlamentares na Câmara foram alvo de buscas da PF.