PF de Moro caça 19 do PCC em Natal

PF de Moro caça 19 do PCC em Natal

Força-tarefa da Polícia Federal e do Departamento Penitenciário Nacional (Depen) deflagra Operação Extração para desarticular braço da facção 'enraizada' no Rio Grande do Norte que planejava um salve em presídios e cidades do Estado

Pepita Ortega/SÃO PAULO

03 de setembro de 2019 | 12h33

Durante os ataques de maio de 2006, o PCC tomou o controle de 94 presídios em São Paulo. Na foto, Penitenciária de Junqueirópolis. Foto: ALEX SILVA/ESTADÃO

Força-tarefa da Polícia Federal e do Departamento Penitenciário Nacional (Depen) deflagrou nesta terça, 3, a Operação Extração para desarticular braço do PCC no Rio Grande do Norte. Segundo a PF, a facção criada nos presídios de São Paulo ‘enraizou’ célula regional em Natal e em outras áreas do Estado.

Desde o início de sua gestão no Ministério da Justiça e Segurança Pública, o ex-juiz da Lava Jato Sérgio Moro tem orientado a Polícia Federal – atrelada à sua Pasta – a combater não apenas a corrupção, mas também a criminalidade violenta.

A meta de Moro é sufocar as facções do crime organizado.

A Operação Extração conta, ainda, com o apoio da Polícia Militar do Rio Grande do Norte, para execução de medidas cautelares ordenadas pela Justiça Estadual de Mossoró – foram expedidos 16 mandados de busca e apreensão, 18 de prisão preventiva, além de um de prisão temporária contra um advogado potiguar suspeito de integrar a organização criminosa.

A PF mobilizou 90 agentes e delegados para cumprirem as ordens judiciais nas cidades de Natal, Mossoró, Extremoz, Ceará-Mirim, São Gonçalo do Amarante e Pau dos Ferros.

As investigações foram intensificadas em junho, depois que a PF identificou o planejamento de um salve pelo PCC no Estado.

Segundo a PF, a organização planejava aterrorizar a população, ‘por meio do incentivo dos faccionados à prática de ações violentas contra pessoas e prédios em várias cidades’.

No salve identificado pela PF, a facção criminosa também planejava ataques dentro do sistema prisional potiguar, incentivava a violência contra integrantes de facções rivais e sugeria confrontos com as forças policiais do Rio Grande do Norte. A PF informou que, durante as investigações, informações foram compartilhadas com autoridades do Rio Grande do Norte e medidas preventivas adotadas.

Não houve registro de atentados no período.

Todos os presos ocupam posições de liderança na filial potiguar da facção criminosa PCC, destaca a Operação Extração.

O advogado preso temporariamente em Natal ‘teve especial participação na circularização do salve em junho de 2019’. Ele era o suposto responsável pela comunicação e transmissão das ordens (salves) entre as lideranças presas e membros da alta cúpula da facção ainda em liberdade.

A PF assinala que o crime de promover, constituir, financiar ou integrar, pessoalmente ou por interposta pessoa, organização criminosa é previsto na Lei nº 12.850/2013, punido com pena de reclusão de 3 a 8 anos, e multa, sem prejuízo das penas correspondentes às demais infrações penais praticadas.

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