PF conclui que são falsas mensagens em que Santos Cruz criticava Bolsonaro

PF conclui que são falsas mensagens em que Santos Cruz criticava Bolsonaro

General Santos Cruz foi demitido em junho de 2019, da Secretaria de Governo; à época, circularam as imagens de mensagens adulteradas no aplicativo WhatsApp que atribuíam a ele críticas ao presidente Jair Bolsonaro

Fausto Macedo e Luiz Vassallo

28 de janeiro de 2020 | 22h49

General Carlos Alberto dos Santos Cruz, ministro-chefe da Secretaria de Governo Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

A Polícia Federal concluiu que são falsas as mensagens de WhatsApp que levaram à demissão do general Carlos Alberto dos Santos Cruz da Secretaria de Governo de Jair Bolsonaro.

As mensagens mostravam um diálogo crítico aos filhos de Bolsonaro e a um ‘Fábio’. À época, o general chegou a afirmar que as mensagens eram falsas e que teriam ocorrido em um horário em que ele estava em voo, e não poderia, portanto, usar o aplicativo WhatsApp.

As falsas mensagens eram atribuídas a Santos Cruz e um interlocutor desconhecido, que diz: “Ele é covarde, terceiriza ataque. Idiota”. Ao militar, era atribuída a mensagem: “Sim, é um imbecil, não fala na cara”.

Após saber do resultado da investigação sobre as mensagens, Santos Cruz afirmou, em entrevista à GaúchaZH: “Agora é ir atrás de quem fez isso aí”.

Alvo de ataques do escritor Olavo de Carvalho e do vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ), Santoz Cruz foi primeiro ministro militar a cair, em junho de 2019. 

No mês anterior à queda, olavistas passaram a se movimentar para derrubar o chefe da Secretaria de Governo.

A partir daí, as redes sociais bolsonaristas postaram a hashtag #ForaSantosCruz, que virou um dos assuntos mais comentados no Twitter. Olavo de Carvalho chegou a escrever: “Controlar a internet, Santos Cruz? Controlar a sua boca, seu m…”

 

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