PF prende 18 em ação contra pornografia infantil

PF prende 18 em ação contra pornografia infantil

Operação Atalaia, aberta nesta quinta-feira, 22, cumpre 60 ordens de busca e apreensão em 12 Estados e no DF

Fausto Macedo e Julia Affonso

22 Novembro 2018 | 09h03

Foto: PF

Atualizada às 17h23

A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira, 22, a Operação Atalaia para apurar crimes relacionados à exploração sexual de crianças e adolescentes, por meio da Internet. A PF prendeu 18 pessoas em flagrante – duas no Rio Grande do Norte, uma no Rio de Janeiro, duas em Minas Gerais, duas no Distrito Federal, uma em Pernambuco, uma no Maranhão, duas no Rio Grande do Sul, seis em Santa Catarina e uma em Alagoas – pediu a decretação de cinco custódias preventivas à Justiça.

Em Juiz de Fora, a PF encontrou um local que suspeita ter sido utilizado para a produção de material de pornografia infantil.

Foram cumpridos 60 ordens de busca e apreensão nos estados de Alagoas, Bahia, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Pernambuco, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Santa Catarina, Sergipe, São Paulo e no Distrito Federal. Cerca de 300 policiais federais participam da operação.

Foto: PF

Foto: PF

O cumprimento dos mandados tem como objetivo a apreensão de computadores e dispositivos eletrônicos utilizados na prática delitiva.

Os crimes investigados pela PF consistem no armazenamento e na divulgação internacional, pela internet, de imagens e vídeos de pornografia infantil, estando previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente. As penas desse tipo de crime podem chegar a seis anos de reclusão e multa.

A Polícia Federal também investiga eventuais delitos conexos, relativos à prática de violência sexual contra crianças e à produção do material pornográfico ilícito, cujas penas podem chegar a 15 anos de reclusão.

A operação foi intitulada Atalaia em referência ao termo de origem árabe que significa torre de observação e que designa, igualmente, a pessoa encarregada de vigiar determinada área.

Em nota, a Polícia Federal informou que ‘tem envidado esforços especiais e qualificados na vigilância permanente da rede mundial de computadores no intuito de prevenir e reprimir crimes relacionados às violações sexuais contra crianças e adolescentes’.

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