Geraldo Magela é levado a depor em operação da PF

Geraldo Magela é levado a depor em operação da PF

Petista foi secretário de Estado de Habitação, Regularização e Desenvolvimento Urbano do Distrito Federal (Sedhab) na gestão do governador Agnelo Queiroz (PT); Operação Clã combate fraude em programa habitacional no Riacho Fundo (DF) e investiga grupo suspeito de interferir e cobrar taxas para a concessão de lotes

Julia Affonso, Fausto Macedo e Mateus Coutinho

02 de junho de 2016 | 08h18

Geraldo Magela. Foto: Lúcio Bernardo Jr/Câmara dos Deputados

Geraldo Magela. Foto: Lúcio Bernardo Jr/Câmara dos Deputados

Atualizada às 12h34

A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira, 2, a Operação Clã. O objetivo dos federais é recolher elementos que possam ajudar na investigação sobre um grupo suspeito de interferir e cobrar taxas para a concessão de lotes do Programa Habitacional Riacho Fundo II – 4ª Etapa. O ex-deputado federal Geraldo Magela (PT-DF) foi conduzido coercitivamente pela PF – quando o investigado é levado a depor e liberado.

Magela foi secretário de Estado de Habitação, Regularização e Desenvolvimento Urbano do Distrito Federal (Sedhab) na gestão do governador Agnelo Queiroz (PT – 2011/2015). A secretaria habilitava os selecionados a participarem do programa.

No total são cumpridos 14 mandados de busca e apreensão além de 3 conduções coercitivas.

Os policiais investigam a participação de servidores públicos, membros de Associações e empresários do ramo da construção civil em condutas que podem configurar, em tese, a prática dos crimes de corrupção passiva, advocacia administrativa e lavagem de dinheiro.

Segundo a PF, durante a investigação feita em conjunto com a Controladoria-Geral da União foram colhidos indícios da existência de um grupo que teria atuado na implantação do Programa Habitacional Riacho Fundo II – 4ª Etapa. O programa é uma parceria entre a União, Distrito Federal e sociedade civil organizada, destinado à concessão de lotes a famílias necessitadas.

O programa, de acordo com a PF, prevê que lotes de um terreno da União, com área total de 1.330.460 m², no Distrito Federal, seriam cedido gratuitamente a famílias carentes que preenchessem os requisitos. Os interessados deveriam ser selecionados, segundo critérios objetivos, por Associações sem fins lucrativos e posteriormente habilitados pela Secretaria de Habitação, Regularização e Desenvolvimento Urbano do Distrito Federal (antiga SEDUH).

“As suspeitas recaem sobre integrantes dessas associações, responsáveis pela seleção das famílias que receberiam os terrenos, os quais estariam manipulando a escolha dos beneficiários, cobrando valores, condicionando o recebimento de terreno à contratação de determinadas construtoras ligadas ao grupo para a realização das obras, tudo com a aparente conivência da Direção da SEDHAB à epoca”, informa a PF em nota.

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