PF caça ‘fantasmas’ no Tocantins por desvios nas eleições

PF caça ‘fantasmas’ no Tocantins por desvios nas eleições

Operação Assombro, deflagrada nesta terça, 17, cumpre 14 buscas mandados de buscas contra suspeitos de contratarem funcionários ‘fantasmas’ para angariar mão-de-obra para campanhas eleitorais e desviar recursos públicos

Pepita Ortega

17 de março de 2020 | 07h48

Palácio do Araguaia, sede do governo do Tocantins. Foto: Google Maps

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta terça, 17, em conjunto com a Procuradoria-Geral da República, a Operação Assombro, para desarticular um esquema de desvio de recursos por meio da contratação, pelo governo do Tocantins e por um deputado estadual, de funcionários ‘fantasmas’. Investigações apontam que os ‘fantasmas’ em vez de prestar serviços ao Estado, atuaram como cabos eleitorais durante as eleições suplementar e geral de 2018.

Há suspeita ainda, de que parte dos salários dos funcionários tenha sido desviada. Segundo a Procuradoria-Geral da República, os próprios ‘fantasmas’ afirmaram não ter recebido os vencimentos em alguns meses, embora constasse o pagamento no Portal da Transparência.

Cerca de 80 policiais federais cumprem 14 mandados de busca e apreensão nas cidades de Palmas, Araguaína e Dueré, no Tocantins. As ordens forma expedidas pelo Superior Tribunal de Justiça.

Segundo a PF, a operação é resultado de investigações conduzidas pela Polícia Civil nas primeiras fases da Operação Catarse, desencadeada em dezembro de 2018.

A ação visa, além de obter novas provas, interromper a continuidade das supostas ações criminosas, delimitar a conduta dos investigados, dimensionar a quantidade de funcionários ‘fantasmas’, identificar e recuperar ativos, informou a Polícia Federal.

Os suspeitos podem responder pelos crimes de peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa, diz a corporação.

De acordo com a Polícia Federal, o nome da operação, Assombro, é uma referência a existência de ‘fantasmas’ no governo estadual.

COM A PALAVRA, O GOVERNO DO TOCANTINS

O Governo do Estado do Tocantins informa que apoia e colabora com a Operação da Polícia Federal realizada nesta terça-feira, 17, e reafirma que não existem servidores fantasmas na atual administração do Governo do Estado.

Cabe relembrar que, ao assumir o Governo do Estado em abril de 2018, o governador Mauro Carlesse recebeu o Poder Executivo com gastos de 58,22%, portanto, desenquadrado na Lei de Responsabilidade Fiscal. Devido a vedação pela Justiça Eleitoral por conta das eleições suplementares e ordinárias, o Governo do Estado ficou impedido até 31 de dezembro de 2018, de realizar redução de gastos com pessoal. Ainda em 2018, o Governo do Estado deu início ao recadastramento de todos os servidores públicos e implantou um rigoroso controle da folha de frequência, visando coibir velhas práticas na atual gestão.

A redução de gastos com folha de pagamento só foi possível após a realização da Reforma Administrativa implentada pela atual gestão a partir de 1º de janeiro de 2019, que resultou na redução de 50% no número de contratos temporários e também 30% no número de cargos em comissão na estrutura do Governo do Estado.
Aliado às demais medidas de redução de despesas do Governo, em agosto de 2019, o Estado do Tocantins foi declarado reenquadrado na Lei de Responsabilidade Fiscal com um índice 47,67% de seus gastos com folha de pagamento e tendo chegado a 46,92% nos dias atuais. Números estes que comprovam e asseguram a eficácia da política de austeridade fiscal implementada pela gestão Mauro Carlesse, visando a obediência às Leis e a boa aplicação dos recursos públicos, que já tem resultado na melhora na capacidade de investimento do Estado, com reflexo na retomada de obras e na geração de oportunidades para a população.

COM A PALAVRA, O GOVERNADOR DO TOCANTINS MAURO CARLESSE

O governador do Estado do Tocantins, Mauro Carlesse, refuta qualquer tentativa de ligação de sua gestão às velhas práticas políticas do uso de servidores fantasmas. Pois foi justamente a gestão Mauro Carlesse que pôs fim a esses antigos métodos utilizados pelos grupos políticos que passaram pelo Tocantins no passado recente.

Foi a gestão Mauro Carlesse que encontrou o índice de gasto com pessoal em 58,22% em abril de 2018, quando da cassação da gestão anterior e da posse do atual Governador.

Foi a gestão Mauro Carlesse que teve atitude de enfrentar o problema do desenquadramento na Lei de Responsabilidade Fiscal, promover a Reforma Administrativa e reduzir consideravelmente o gasto com folha de pagamento, cortando 50% dos contratos temporários e 30% dos cargos em comissão, além de reduzir outras despesas do Governo, para reenquadrar o Tocantins na Lei de Responsabilidade Fiscal. Medidas essas que resultaram no resgate da credibilidade do Estado e e recolocam o Tocantins entre os entes da Federação com melhor condição de equilíbrio fiscal.

O governador Mauro Carlesse reitera que, mesmo a contragosto de antigas forças políticas, prosseguirá com o trabalho de recuperação das contas públicas do Tocantins, visando a retomada dos investimentos, a geração de empregos e oportunidades e a melhoria na qualidade vida da população.

Tudo o que sabemos sobre:

Tocantins EstadoPolícia Federal

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.