PF caça 21 por fraude de R$ 20 mi no seguro-desemprego

PF caça 21 por fraude de R$ 20 mi no seguro-desemprego

Operação Mendacium deflagrada nesta segunda, 15, investiga organização criminosa que desviava recursos do seguro desemprego e põe sob suspeita 408 empresas de fachada

Pepita Ortega

15 de abril de 2019 | 07h34

Operação Mendacium. Foto: Polícia Federal

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta segunda, feira, 15, a Operação Mendacium, que visa desarticular organização criminosa especializada em fraudes no seguro-desemprego.

Agentes cumprem 21 mandados de prisão preventiva e 12 de busca e apreensão em São Paulo, Mauá (SP), Porangatu (GO) e Ibicuí (BA).

No município de Mauá, região metropolitana de São Paulo, são cumpridos 16 mandados – seis de busca e apreensão e dez de prisão preventiva, 5 já realizados. Já na capital são realizadas quatro buscas e foram feitas quatro detenções.

Os mandados de prisão restantes são cumpridos na Bahia (dois mandados, um já efetuado), Goiás (2) e em endereços não confirmados (3). Em Ibicuí são realizadas ainda duas buscas.

O nome da operação, Mendacium, significa falsidade em latim.

Operação Mendacium. Foto: Polícia Federal

A investigação identificou 408 empresas de fachada utilizadas por membros da organização criminosa para o recebimento do seguro-desemprego.

O Ministério da Economia apurou que entre 2015 e 2019 a organização investigada recebeu R$ 20,5 milhões em benefícios fraudulentos.

Foram bloqueados R$ 10,5 milhões, valor que a organização criminosa ainda receberia em parcelas a vencer do benefício.

A Delegacia da Polícia Federal em Presidente Prudente (SP) começou a apurar os crimes em outubro de 2017, a partir da denúncia de um trabalhador. Segundo ele, uma pessoa não identificada estaria recebendo seguro-desemprego em seu nome.

Operação Mendacium. Foto: Polícia Federal

Na primeira fase da investigação, os líderes da organização criminosa foram presos em flagrante em um escritório no bairro Penha de Franca, em São Paulo. No local, foram encontrados documentos falsos, equipamentos para a falsificação, material de informática e aproximadamente R$ 420 mil em espécie.

Seguro Desemprego. Foto: Márcio Fernandes / Estadão

A partir da análise dos materiais apreendidos na primeira fase da operação, outros membros do grupo foram identificados. Segundo a PF, os integrantes continuavam com as atividades da organização mesmo após as prisões dos líderes e por isso foram determinadas as prisões preventivas.

Os detidos responderão pelos crimes de participação em organização criminosa e fraude.

 

 

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