PF atribui a Renan, Lobão e Jucá corrupção e lavagem em Angra 3

PF atribui a Renan, Lobão e Jucá corrupção e lavagem em Angra 3

Polícia Federal concluiu inquérito sobre suposto pagamento de propina aos senadores do PMDB na licitação da montagem eletromecânica da Usina Atômica, no Rio, informa revista Veja

Da Redação

09 de junho de 2017 | 20h19

Romero Jucá, Renan Calheiros e Edison Lobão. Fotos: André Dusek e Dida Sampaio / Estadão

A Polícia Federal atribui a três caciques do PMDB, os senadores Renan Calheiros (AL), Edison Lobão(MA) e Romero Jucá (RR), crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. A informação foi revelada pelo repórter Hugo Marques, da revista Veja, nesta sexta-feira, 9, confirmada pelo Estado.

A conclusão do inquérito diz que houve pagamento de propinas na licitação da montagem eletromecânica da Usina de Angra 3, no Rio. A obra ficou em R$ 3,1 bilhões. A propina teria sido de R$ 65 milhões.

O relatório final do inquérito é subscrito pela delegada federal Graziela Machado da Costa e Silva.

O inquérito foi aberto em 2015 com base na delação do empresário Ricardo Pessoa, da UTC Engenharia, alvo da Operação Lava Jato.

Ele apontou tráfico de influência, lavagem de dinheiro e corrupção passiva na contratação do Consórcio Angramon pela Eletronuclear para a montagem de equipamentos.

COM A PALAVRA, O CRIMINALISTA ANTONIO CARLOS DE ALMEIDA CASTRO, DEFENSOR DE LOBÃO E JUCÁ

“Esse é o relatório mais pífio que eu já vi. Eles fazem uma ilação pelo fato de serem dirigentes partidários, mas não tem a capacidade mínima de apontar nenhuma  do Jucá e do Lobão. É a criminalização da política pura e simples. Se a pessoa tem um cargo político, pode ser criminalizado”.

COM A PALAVRA, RENAN

A reportagem fez contato com o gabinete do senador. O espaço está aberto para sua manifestação.