PF ataca grupo que fraudava o PIS

Agentes cumprem 8 mandados de busca e apreensão em residências em São Paulo

Fausto Macedo e Julia Affonso

22 Agosto 2018 | 07h35

Foto: Reprodução/Sindicato dos Delegados da Polícia Federal

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quarta-feira, 22, a operação Golpes Master. A ação mira uma quadrilha voltada para a obtenção fraudulenta do abono salarial / PIS em agências da Caixa Econômica Federal.

Em nota, a PF informou que são cumpridos 8 mandados de busca e apreensão em residências em São Paulo com objetivo de colher provas e documentos utilizados pelo esquema. A ação da PF conta com 60 policiais.

A investigação realizada pela Delegacia de Polícia Federal de Cruzeiro/SP, iniciada quatro meses atrás com a prisão de um dos integrantes do grupo criminoso que, após cruzamento das informações obtidas e comparações de imagens captadas pelas câmeras de vigilância das agências bancárias, tornou possível a identificação de vários autores.

“O esquema criminoso era o de obter informações privilegiadas de pessoas que tinham direito ao abono salarial atinente ao PIS e, com o uso de documento falso (normalmente a carteira de identidade), realizavam diversos saques em agências espalhadas pelo Estado de São Paulo”, afirma a nota.

Nesta primeira fase da operação foi possível identificar 88 saques fraudulentos que, calcula-se aproximadamente, gerou um prejuízo para os cofres públicos de mais de R$ 80 mil.

O PIS Programa de Integração Social, é um programa do Governo Federal voltado para o financiamento do pagamento do seguro-desemprego, abono salarial e participação na receita dos órgãos e entidades. O abono salarial é pago anualmente, no valor máximo de um salário mínimo, para pessoas cadastradas no referido programa há mais de 5 anos, que tenha tido uma remuneração média no ano anterior até 02 (dois) salários mínimos, dentre outros requisitos.

O nome da operação se deu em virtude de que a quadrilha havia formado uma empresa fictícia denominada Golpes Master e, com frequência, postava pelas redes sociais fotos do dinheiro obtido com as fraudes praticadas.

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