PF ataca extração ilegal de 4 mil caminhões de madeira no Maranhão

PF ataca extração ilegal de 4 mil caminhões de madeira no Maranhão

Agentes fizeram buscas e realizaram interrogatórios para investigar supostas fraudes na aprovação de Planos de Manejo Florestais que acobertavam a exploração ilícita de madeira em áreas de proteção federal, como terras indígenas e na Reserva Biológica do Gurupi; PF estima prejuízo de R$ 33 milhões

Pepita Ortega

11 de março de 2020 | 10h41

PF ataca extração ilegal de 4 mil caminhões de madeira no Maranhão. Foto: Polícia Federal

A Polícia Federal deflagrou nesta quarta, 11, a Operação Canafístula, para investigar supostas fraudes na aprovação de Planos de Manejo Florestais que acobertavam a exploração ilícita de madeira em áreas de proteção federal, como terras indígenas e na Reserva Biológica do Gurupi. O esquema envolvia servidores públicos e engenheiros florestais e, segundo a PF, gerou prejuízos de cerca de R$ 33 milhões e extração ilícita de 4.235 caminhões de toras de madeiras.

Agentes federais cumpriram 20 mandados de busca em apreensão com a realização de 32 interrogatórios em São Luís, São José de Ribamar, Buriticupu, Presidente Médici, Centro Novo, Chapadinha, Imperatriz, Balsas, no Maranhão, e em Belém e Paragominas, no Pará.

As ordem foram expedidas pela 8ª Vara Federal do Maranhão.

Endereço alvo de buscas da operação Operação Canafístula na manhã desta quarta, 11. Foto: Polícia Federal

De acordo com a PF, a perícia de 15 planos de manejo de processos ambientais apreendidos na Secretaria Estadual do Meio Ambiente identificou fraudes que geraram a extração ilícita de 148.258,90 metros cúbicos de toras de madeiras , o equivalente a 4.235 caminhões.

A corporação indicou que o prejuízo calculado apenas nesses projetos chega a R$ 33 milhões.

As fraudes envolviam Planos de Manejo Florestais em empreendimentos rurais destinados à exploração de madeira.

Segundo a PF, os responsáveis foram indiciados pelos crimes de falsificação de documento público, inserção de dados falsos em sistema de formação e associação criminosa, além de crimes ambientais e lavagem de dinheiro.

O nome da operação, Canafístula, faz referência a uma espécie de árvore nativa da América do Sul, que, de acordo com a Polícia Federal, é ‘considerada uma árvore oportunista, que se beneficia de clareiras, sendo por este motivo muito utilizada em recuperação de áreas desmatadas’.

Endereço alvo de buscas da operação Operação Canafístula na manhã desta quarta, 11. Foto: Polícia Federal

COM A PALAVRA, A SECRETARIA DE MEIO AMBIENTE DO MARANHÃO

A reportagem busca contato com a pasta. O espaço está aberto para manifestações.

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