PF ataca corrupção no Inmetro de Goiás

Dez fiscais do Instituto são alvo mandado de prisão por esquema de achaques a empresários da área de combustíveis

Fausto Macedo e Julia Affonso

17 de outubro de 2017 | 08h03

Foto: Reprodução/Sindicato dos Delegados da Polícia Federal

A Polícia Federal abriu na manhã deata terça-feira, 17, a Operação Pesos e Medidas. O alvo são fiscais do Inmetro, suspeitos de acertar propina sobre fiscalização de postos de combustíveis em Goiás.

A PF cumpre 10 mandados de prisão. São investigados os crimes de corrupção passiva, ativa e alinhamento de preços.

Em nota, a PF informou que 90 policiais federais estão dando cumprimento aos mandados de prisão expedidos pela Justiça Federal de Goiás. São 7 ordens de prisão preventiva e 3 mandados de prisão temporária, nas cidades de Brasília/DF, Anápolis/GO e Goiânia/GO.

A investigação, iniciada em 2015, identificou o recebimento de propina por fiscais do Inmetro que deveriam realizar testes de volumetria nos bicos das bombas de combustível dos postos para evitar lesão aos consumidores.

“Além de receberem propina de proprietários de postos de combustível, os investigados também realizavam fiscalização a mando de proprietários de outros postos, visando dificultar a ação da concorrência”, diz a nota da PF.

Os investigados responderão pelos crimes de corrupção passiva, corrupção ativa e alinhamento de preços, com penas que podem chegar a 12 anos de reclusão.

Os presos serão encaminhados à Superintendência da Polícia Federal em Goiás e, após os procedimentos, serão levados para o sistema penitenciário, onde permanecerão custodiados.

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