PF apura fraudes na Confederação de Handebol

Sete Metros, deflagrada nesta quinta-feira, 12, apura irregularidades na aplicação de R$ 6 milhões repassados pela União, por meio do Ministério do Esporte, para a realização do Mundial, em 2011, durante ciclo preparatório para a Olimpíada de 2016

Julia Affonso e Fausto Macedo

12 Julho 2018 | 08h55

Foto: Reprodução/Sindicato dos Delegados da Polícia Federal

A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira, 12, a Operação Sete Metros para cumprir 15 mandados de busca e apreensão. A investigação mira uma suposta associação criminosa entre gestores da Confederação Brasileira de Handebol (CBHb) e empresas privadas.

A Sete Metros apura irregularidades na aplicação de R$ 6 milhões repassados pela União, por meio do Ministério do Esporte, para a realização do Campeonato Mundial de Handebol, em 2011, durante o ciclo preparatório para os Jogos
Olímpicos do Rio de Janeiro de 2016.

Em nota, a PF informou que os mandados são cumpridos nas cidade de Aracaju, Brasília, São Paulo, São Bernardo do Campo, Santo André e Cotia.

A Sete Metros aponta que a CBHb, sediada em Aracaju, Sergipe, recebeu e continua recebendo recursos federais com fundamento na Lei Agnelo Piva (Lei nº 10.264\2001), repassados pelo Comitê Olímpico Brasileiro (COB), para aplicação em ações voltadas para o desenvolvimento do handebol no país.

“Contudo, os indícios até aqui reunidos apontam que, na aplicação dos valores
recebidos, os envolvidos fraudaram licitações, subcontrataram pessoas físicas e jurídicas impedidas de contratar com a União, superfaturaram valores de bens e serviços adquiridos, realizaram pagamentos por serviços não prestados e por bens não entregues e falsificaram documentos nas prestações de contas, incorrendo, por isso, em diversos crimes”, afirma a PF.

A operação foi batizada de Sete Metros em alusão à penalidade máxima aplicada a quem comete faltas graves nos jogos de handebol.

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