PF apreende carabina na fazenda de Cláudio-MG e vê possível crime de posse irregular

PF apreende carabina na fazenda de Cláudio-MG e vê possível crime de posse irregular

Segundo a PF, não foi encontrado documento que comprovasse a regularidade da posse da arma e da munição encontrada

Breno Pires, de Brasília

26 Maio 2017 | 21h55

Aécio Neves. Foto: Wilton Júnior/Estadão

Relatório sobre a Operação Patmos feito pela Polícia Federal aponta indício do crime de posse irregular de arma de fogo, após a apreensão de uma carabina calibre .38 e de munição na fazenda da família de Neves, na zona rural de Cláudio-MG, durante o cumprimento de mandado de busca e apreensão em endereços ligados ao senador afastado Aécio Neves no dia 18. O delegado que registrou a apreensão sugere a instauração de inquérito para apurar o possível delito.

Segundo a PF, não foi encontrado documento que comprovasse a regularidade da posse da arma e da munição encontrada. A previsão de pena para posse irregular de arma de fogo de uso permitido é de detenção, de 1 a 3 anos, e multa.

“Após consulta aos sistemas informatizados verificou-se que existe uma arma de fogo com a mesma numeração, registrada em nome de Valdir Ovidio de Paula, residente no Estado de Goiás. N?o obstante, o registro da citada arma de fogo estaria há muito tempo vencido”, diz o relato, assinado por delegado da PF Daniel Fabio Fantini. Segundo ele, “a carabina não foi regularizada nos moldes preconizados pelo Estatuto do Desarmamento, com a emissão de certificado de registro por essa Polícia Federal”.

“Por todo o exposto, faz-se encaminhar os materiais e documentos referentes ao fato para que seja determinada a instauração de inquérito policial destinado à apuração do crime supostamente praticado”, diz o delegado da PF que assina o relatório.

Espingarda. Também foi encontrada e apreendida uma arma de fogo na residência do senador Zezé Perrella (PMDB-MG), em Brasília. Segundo a PF, a arma “aparenta ser uma espingarda calibre
20, cano duplo”. “A referida arma estava pendurada em uma parede da edícula localizada no fundo do terreno, que é destinada a lazer e fazia parte da ornamentação da parede”, segundo o relatório da PF.

A PF disse ter questionado Zezé Perrella e que o senador “afirmou que a arma não tem registro e que foi comprada pelo motorista Bráulio para fins de decoração”. O senador também disse que “nunca efetuou nenhum tiro com ela e que acredita que não esteja em funcionamento”, segundo a PF.

O motorista Bráulio Campos Pimenta chegou a residência em seguida e disse que realmente tinha adquirido a arma com um tio, por R$ 400, mas nunca havia efetuado disparo com ela. Seria uma arma que estaria sem uso na fazenda.

“Em razão do estado precário da referida arma e sobre as dúvidas se ela realmente é capaz de efetuar disparos de fogo, foi feita a apreensão em separado com o objetivo de que seja submetida a perícia para teste de eficiência”, diz o delegado que registrou a apreensão da arma, João Thiago Oliveira Pinho.

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