PF aponta prejuízos de R$ 6,8 bilhões ao País em 2014

PF aponta prejuízos de R$ 6,8 bilhões ao País em 2014

Delegado diz que operações especiais no período, entre elas a Lava Jato, apreenderam R$ 3,35 bi em bens e valores e evitaram desvios de R$ 2,87 bi

Redação

28 Abril 2015 | 04h30

Por Ricardo Brandt, Julia Affonso e Fausto Macedo

A Polícia Federal prendeu e conduziu coercitivamente para depoimentos 3.769 alvos de operações especiais em 2014 – ou, 14 vezes mais que no ano de 2003 (271 prisões), quando a corporação passou a priorizar o combate sistemático a crimes financeiros, fraudes contra o Tesouro, malfeitos na administração pública e também ao narcotráfico e crimes ambientais.

Delegado Luciano Lima. Foto: Sylvio Sirangelo/TRF4

Delegado Luciano Lima. Foto: Sylvio Sirangelo/TRF4

 

Segundo o delegado da PF Luciano Flores de Lima, que integra a equipe da Operação Lava Jato, apenas no ano passado organizações criminosas investigadas no âmbito das operações especiais causaram prejuízos ao País de R$ 6,78 bilhões. No mesmo período, destacou o delegado, a PF evitou o desvio de outros R$ 2,87 bilhões e confiscou de seus alvos, em bens e valores, R$ 3,35 bilhões.

Luciano Lima revelou esses dados durante um encontro com juízes no Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF4), realizado sexta feira, 24. Ele falou sobre técnicas especiais de investigação da Polícia Federal e seu processamento no Poder Judiciário durante o Curso de Currículo Permanente de Direito Penal, promovido pela Escola da Magistratura (Emagis) da Corte. O delegado ressaltou a importância da agilidade da Justiça Federal como “grande diferencial” para o êxito das operações especiais, entre elas a Lava Jato, que desmontou esquema de corrupção na Petrobrás. Ele exibiu gráficos para ilustrar os resultados das investigações.

Lima abordou as técnicas utilizadas pela PF para desvendar os crimes, das tradicionais às mais modernas e sofisticadas ações. O delegado defende o uso de material genético nas investigações para garantir mais celeridade nas apurações. “Deveria haver um dispositivo legal que permitisse a coleta de material genético de suspeitos, de forma não violenta, mesmo contra a vontade dos mesmos. Isto ajudaria muito”, concluiu.

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